Freiras de Claraval fabricam macarrão para quermesses


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MASSA CASEóRA- Irmã Joana (ao centro) e as noviças Patrícia e Ivani mostram os macarrões caseiros preparados por elas em Claraval. Renda ajuda no custeio de cursos e atividades pastorais
MASSA CASEóRA- Irmã Joana (ao centro) e as noviças Patrícia e Ivani mostram os macarrões caseiros preparados por elas em Claraval. Renda ajuda no custeio de cursos e atividades pastorais
Uma receita simples, original da Itália e preparada em 15 minutos tem ocupado os afazeres das irmãs cistercienses da caridade de Claraval (MG). De duas a três vezes por semana, elas se reúnem na cozinha da casa onde moram no Centro da cidade para produzirem macarrão caseiro. A fabricação totalmente artesanal virou fonte de renda e é vendida em quermesses, encontros religiosos e sob encomendas. Somente para o próximo mês, as freiras produzirão 600 pacotes do produto, o equivalente a 240 quilos de macarrão. Quem comanda a fabricação dos macarrões é a irmã Joana, que também acumula o cargo de irmã superiora da casa. O trabalho ainda tem a participação de outras três irmãs e três noviças residentes no local. Todas, se precisarem, colocam a mão na massa literalmente. A produção começa cedo e, em poucos minutos, as tiras de massas cortadas em filetes são esticadas em duas mesas da sala de jantar onde permanecem até secarem. “A massa demora de um a dois dias para secar, depende do tempo”, explicou irmã Joana. Depois de secos, os fios são colocados numa bandeja e fechados no saco plástico. Cada porção de 400 gramas alimenta, em média, duas pessoas. Os pacotes custam R$ 4. Irmã Joana disse que a receita chegou a Claraval por meio de uma freira italiana na década de 90. Inicialmente, o macarrão era fabricado apenas para o consumo interno, em seguida passou a ser feito em almoços festivos e, só cinco anos mais tarde, virou fonte de renda das irmãs. “A comunidade gostou da massa e passou a pedir para que a gente fizesse e vendesse, mas ainda assim a produção era pequena e feita no cilindro manual”. A partir de 2000, a produção tornou-se mais intensa e ganhou a primeira e única máquina. Como as vendas são sazonais e muito da produção depende das encomendas, as irmãs possuem outras atividades artesanais e ajudam na creche e nos serviços pastorais da cidade. Neste mês em especial, a atenção se volta ao macarrão por conta de duas festas religiosas (Nossa Senhora Achiropita, em Franca, e São Bernardo Abade em Claraval) que acontecerão em agosto. É nelas que a produção dos macarrões tem maior saída. “Todo o nosso trabalho agora é para atender as duas festas. Precisamos fazer 600 pacotes que serão vendidos num único fim de semana”, adiantou a freira. Feita à base de ovo, farinha, azeite e uma pitada de sal, as freiras da caridade dizem não saber qual o segredo da receita do macarrão. Irmã Joana aposta no amor e na oração, enquanto a noviça Patrícia lembra do molho. “A forma de preparo e o molho utilizado no macarrão interferem muito no sabor, mas, de um modo geral, todo mundo que experimenta o nosso macarrão gosta”. As irmãs dizem vender em média 50 pacotes mensais. A renda obtida com a venda dos macarrões ajuda as freiras na manutenção da casa e também no pagamento dos cursos de formação. Quem desejar adquirir os macarrões caseiros das freiras podem procurar a casa das irmãs à Rua Irmã Cláudia da Cruz, 30, Centro de Claraval, ou pelo telefone (34) 3353-5290.

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