Lojistas irritados com obras na Hélio Palermo


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Vanildo Luiz, dono de uma loja para motos, sofre com multas da Guarda Civil e interdição da pista da avenida. “Entendo o problema, mas do jeito que está não pode ficar. Alguém tem que fazer algo”
Vanildo Luiz, dono de uma loja para motos, sofre com multas da Guarda Civil e interdição da pista da avenida. “Entendo o problema, mas do jeito que está não pode ficar. Alguém tem que fazer algo”
As obras de reconstrução do canal do Córrego dos Bagres, na Avenida Doutor Hélio Palermo, tem dado prejuízo e muita dor de cabeça aos comerciantes que têm seus negócios naquela região. As principais reclamações dos empresários são a interdição da via, a demora das obras e a aplicação de multas para quem entra na parte interditada da avenida. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) esteve ontem no local e disse que tomaria providências a respeito. Uma das situações mais complicadas é a de Geovana Malta da Silva, dona de uma pamonharia na avenida. Ela viu suas vendas caírem quase 90% por causa das obras. “Geralmente, eu vendia cerca de 120 pamonhas por dia. Hoje, vendo cerca de 20.” A comerciante disse que a situação só não está pior porque tem vendedores externos. “Eu tenho os vendedores na rua. É o que está me segurando até hoje, porque, se eu dependesse só daqui, eu já teria fechado”. Um outro inconveniente apontado pelos comerciantes é a presença da Guarda Civil no local, que tem multado os clientes e funcionários que precisam transitar pelo trecho interditado. É o caso de Vanildo Luiz Borges, proprietário de uma loja de equipamentos e manutenção de motos. Além de ver a venda de peças cair de 30 para 10 itens por dia, ele comenta que seus clientes não podem chegar até a loja para fazer a manutenção dos veículos. “Meu maior problema está sendo este. Às vezes, meus clientes vêm para entrar na loja e, na hora que ele vê, o guarda está aplicando a multa. A gente vai questionar e os servidores dizem que estão fazendo a obrigação deles”. Como se não bastasse a queda nas vendas e as possíveis multas, alguns ainda tiveram aumento na manutenção do negócio. Rodrigo Moreira, vendedor de um estacionamento, diz que a conta de água cresceu bastante por causa das obras. “Estou tendo que lavar os carros duas ou três vezes por dia. Antes, era duas vezes por semana”. A visita do prefeito Sidnei Rocha às obras ontem agradou aos comerciantes. O prefeito ouviu as reclamações e prometeu solucionar parte dos problemas. Segundo ele, a ponte da Rua Afonso Pena já deveria estar liberada. “Estou irritado. A empreiteira garantiu que na segunda-feira estaria aberta a rotatória da Afonso Pena e hoje estive lá e não estava. Alguns comerciantes do local falaram comigo e reclamaram que a Guarda Municipal que estava lá para orientar o trânsito estaria multando pessoas que entram lá para ir a uma loja, uma moto para tirar decalque. A guarda não está lá pra multar. Se ela insistir em multar, eu retiro a guarda e os próprios cones farão o serviço sem incomodar os comerciantes”. A secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, disse que está fazendo o possível para a obra ser entregue dentro do prazo e que a interdição da via foi necessária por causa de imprevistos, como a detecção de infiltrações na terra. Além disso, ela comentou que as pontes da rotatória citada pelo prefeito seria liberadas ainda ontem. O tenente Sérgio Buraneli, diretor da Divisão de Trânsito da Prefeitura, foi procurado pela reportagem para comentar as reclamações, mas não foi localizado em seu gabinete na Prefeitura nem em seu celular. Colaborou Gabriel Ciciliani

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