Um sitiante aposentado de 59 anos é procurado pela polícia de Cássia (MG) acusado de abusar sexualmente de meninas na cidade. Segundo as denúncias, ele as aliciava oferecendo dinheiro, doces e brinquedos. Depois as levava para sua chácara, onde praticava sexo com elas. Duas vítimas foram identificadas e confirmaram os abusos. A Justiça Mineira decretou a prisão temporária do maníaco, que fugiu da cidade.
O caso foi descoberto pela polícia no início de junho e corria em segredo de Justiça. Duas meninas, de 10 e 11 anos, confirmaram que foram violentadas pelo sitiante. Para cada uma, ele pagou R$ 10. A denúncia foi feita pela mãe da criança mais nova que, questionada onde havia conseguido o dinheiro, disse, inicialmente, que havia achado na rua. Após ser pressionada pela mãe, relatou os fatos e deu detalhes dos abusos.
Disse que o acusado fez sexo oral, vaginal e anal com ela e ainda ejaculou em sua perna. Preocupada, a mulher encaminhou a filha ao médico, onde exames constataram o estupro. A mãe, então, informou ao Conselho Tutelar, que encaminhou a denúncia à Polícia Civil.
Durante o inquérito, a polícia descobriu que a menina de 11 anos já havia mantido relações sexuais anteriormente com o sitiante.
“Uma das vítimas já tinha o costume de sair com esse cidadão. Existem indícios de que ela estaria auxiliando no aliciamento de outras crianças. Isso é de uma gravidade maior ainda, pois além de ter mantido relação com a criança, ele ainda a utilizava para atrair outras”, disse o delegado Marco Roberto Piedade.
No depoimento das vítimas, elas disseram que, da última vez que os abusos aconteceram, o sitiante as abordou perto de um supermercado, começou a conversar e as chamou para tomar sorvete em sua casa. Elas aceitaram. “Ele atacou crianças de famílias simples. Ofereceu balas, bolachas, refrigerantes e dinheiro. A menina de 10 anos contou com detalhes o que teria acontecido. No dia, cada uma recebeu R$ 10”, disse o delegado.
Concluídas as investigações, a polícia remeteu o caso à Justiça da cidade, que ordenou a prisão do acusado. Era tarde demais. O sitiante, com medo de represálias, já havia fugido. “Ele está foragido, mas esperamos nos próximos dias prendê-lo. Esse homem na rua, em liberdade, pode vir a constranger outras crianças. O mesmo comportamento que ele teria com uma mulher de 30 ou 40 anos, ele teve com elas. Esse caso nos revoltou”, disse Piedade.
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CRIME GRAVE
Em que pese as crianças terem consentido com a relação, o Código Penal considera o ato praticado com meninas de até 14 anos - em qualquer situação - como estupro. “Não muda nada para o acusado porque meninas de 10 e 11 anos, pela lei, são consideradas incapazes, por não saberem decidir, ainda, o que é certo ou errado”, disse a advogada Thaís Barbosa.
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