A mãe de uma das meninas, a lavradora DS, 41, relatou em entrevista exclusiva ao Comércio que a filha foi aliciada pelo sitiante na porta de um supermercado da cidade. A menina foi chamada pela amiga, que segundo a polícia já havia mantido relações sexuais com o acusado. Ao tomar conhecimento do caso, a lavradora procurou o Conselho Tutelar para denunciar o ocorrido.
Comércio da Franca - Como a senhora descobriu?
DFS - Elas foram no supermercado na sexta-feira à tarde e demoraram a voltar. No sábado, minha filha estava com dinheiro disse que havia achado. Ela estava estranha e percebi que era mentira. Fui na casa da amiga dela e notei que algo estava errado.
Comércio - Como ela resolveu contar a verdade?
DFS - Ela estava reclamando de dores na barriga. Minha outra filha de 14 anos descobriu tudo. Levei ela no médico e ficou constatado que ela havia sido estuprada.
Comércio - Como foi sua reação?
DFS - Na hora comecei a passar mal e quase desmaiei. Minha filha contou o que ele havia feito. Ela foi levada para o quarto, e a outra ficou na cozinha. Lá ele fez de tudo com minha filha. Segundo ela, o homem também fez sexo com a outra, mas foi por pouco tempo.
Comércio - Sua filha informou se foi ameaçada pelo sitiante?
DFS - Ele entregou R$ 10 para ela e falou para não falar nada para ninguém. A colega dela também falou para ficar quieta. Ele deve ter ameaçado as duas.
Comércio - O que a senhora espera agora?
DFS - A Justiça de Deus vai ser feita. Minha filha foi violentada por esse homem. Ele deve estar por perto. Meu coração me diz isso. Quero que pague por tudo que fez.
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