Na noite de segunda-feira, Benedita Madalena Cabral, 63, que trabalha na Cooperfran, recebeu a reportagem. Ela é uma senhora simples, de fala calma. Trata com naturalidade o fato de acumular montanhas de lixo em sua casa. Alega que estava sem tempo para limpar a bagunça e que vai usar os objetos para reforma. Para que ela e os jornalistas entrassem na casa, foi preciso tirar sacolas de lixo para fora, pois impediam que a porta fosse aberta.
O corredor de entrada estava lotado de objetos. Passar da sala para os quartos é um desafio. A casa só tem luz no banheiro e é preciso passar sobre o lixo, pois o chão desapareceu. Ela diz que os ratos saem dos vizinhos.
Comércio da Franca - A senhora tem bastante lixo dentro da casa...
Benedita Cabral - Não, não é lixo. Aquilo lá é coisa que a gente reaproveita porque na Cooperfran as coisas que separamos nós usamos. Reaproveitamos para a casa: máquina, coberta, sapato. Eu não compro roupa. Minhas roupas é tudo de lá. Só que eu vou às 6 da manhã e só volto 6 da tarde. É só no domingo que eu faço a limpeza geral na minha casa. Tiro tudo para fora, cuido, vejo o que preciso arrumar. Não tem sujeirada. Eu limpo todo final de semana.
Comércio - O que a senhora guarda lá dentro?
Benedita - Ah, coisas que eu gosto para a casa: cestinha, boneca, enfeites. Lá, nós temos direito de pegar as coisas. Estava reformando, por isso os entulhos. O pedreiro vem aos poucos, por isso está aí.
Comércio - Dona Benedita, tem muita coisa dentro da casa da senhora. É difícil até entrar. Não é muita coisa que a senhora está guardando?
Benedita - Ah, não é porque está tudo fora do lugar. Eu tenho armário novo que comprei no consórcio quando trabalhava, mas estou esperando arrumar a casa para montar. Está tudo fora do lugar porque o pedreiro está vindo aqui conforme posso.
Comércio - A sala está lotada. É normal tudo isso?
Benedita - (Silêncio) Ah, está tudo fora do lugar, né?
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