Venda de água dobra com corte no fornecimento


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No meio de tanta insatisfação, quem está faturando com a falta d’ água na cidade são os comerciantes que vendem o produto. Em mais de dez estabelecimentos consultados pelo Comércio, os proprietários afirmaram que a venda dos galões dobrou desde segunda-feira. Cada galão de água de 20 litros custa, em média, R$ 4. Ontem André Martins, proprietário da Adega de Comércio de Águas e Bebidas, vendeu 400 galões. Em dias normais, ele costuma vender 180 unidades por dia. Mesmo assim não foi possível realizar todas as entregas programadas. “Ontem um distribuidor de Cássia (MG) me trouxe 900 galões. De tanta gente comprando, não temos funcionários suficientes para fazer as entregas”, disse. A saída encontrada pelo estabelecimento foi pedir que os próprios clientes busquem os galões. “Temos pedidos atrasados e não estamos dando conta. O telefone não pára de tocar, quem pede agora, também tem que buscar”, disse Eunice Gonçalves, telefonista de uma distribuidora. Alguns consumidores reclamam que, em apenas dois dias, houve um aumento abusivo no preço da água. A estudante Caroline de Andrade Souza, 19, disse que comprou uma garrafa de 510 ml, de um ambulante no Parque Universitário por R$ 3. “O preço dela é R$ 1, mas ele aproveitou a ocasião e triplicou o custo. Mesmo assim o estoque dele já estava no fim, um absurdo”. SUBIDA DE PREÇOS Quanto ao aumento dos preços, todos os comerciantes consultados negaram a alteração. “É que muitos confundem o preço da água com o do galão. Para quem necessita apenas encher o galão, o preço é R$ 4, já quem deseja comprar a água mais o galão o custo é de R$ 20”, disse o proprietário André.

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