Um jogador inscrito no time Vila Formosa é suspeito de jogar a primeira rodada do Campeonato Varzeano júnior com documentação pessoal falsa. Ele teria falsificado tanto o nome como a idade para ser registrado pela equipe. O atleta foi denunciado à Liga Francana Amadora de Futebol por dirigentes de outros clubes que o teriam reconhecido na partida contra o Ipiranga realizada no dia 28 de junho, no campo da Vila Santa Terezinha. Integrantes de outras equipes denunciaram que o jogador teria idade superior aos 20 anos, limite para poder participar do time júnior. O acusado já teria jogado em outras agremiações apresentando nome e idade diferentes das que estava inscrito no Vila Formosa.
O presidente da LFAF, Eurípedes Gonçalves, entrou em contato com a diretoria do Vila Formosa sobre a suspeita e o próprio clube teria conversado com o jogador para tentar confirmar o chamado "gato". As iniciais do nome registrado são EMD, nascido em 1988, ou seja, 20 anos. A idade correta seria 21 anos. Já o verdadeiro nome não foi divulgado.
Em conversas informais, foi apurado que o documento utilizado para registro teria sido feito na Praça da Sé, em São Paulo. Para o clube registrar um jogador é preciso entregar uma cópia do RG e do CPF, além de duas fotos 3x4 e uma ficha de inscrição do jogador. A documentação foi enviada à Federação Paulista de Futebol e EMD foi registrado.
O caso chegou à JDD (Junta Disciplinar Desportiva) e hoje, caso comprovada participação do clube, o Vila Formosa poderá perder seis pontos. A Junta fará o julgamento a partir das 17 horas, na sede da Liga Francana. "Amanhã (hoje), o caso deve ser analisado pela JDD", confirmou ontem Eurípedes Gonçalves, presidente da Liga.
O procurador da Junta, Marivaldo Alves dos Santos, explicou que recebeu a denúncia da LFAF. "Fiz a denúncia de acordo com o que tinha em mãos, agora amanhã (hoje) é que eles (o time) vão apresentar as provas", informou. Ele confirmou que há a suspeita de falsificação de idade e nome por parte do atleta. O Vila Formosa foi denunciado no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que refere-se a "incluir na equipe ou fazer constar da súmula (...), atleta que não tenha condição legal de participar da partida (...)". A pena pode ser a perda de seis pontos. O clube foi penalizado no mesmo artigo em 2007 por escalar jogador sem a liberação oficial. No entanto, posteriormente conseguiu reverter a sentença e recuperar os pontos.
Ontem, a reportagem tentou falar com o presidente da equipe, Samuel Balduíno. Ele não foi localizado. Extra-oficialmente, a agremiação informou a terceiros que não sabia da adulteração do documento do jogador e tentará provar isso para não ser punida com a perda de pontos.
O Estrela também foi denunciado no artigo 214, mas pelo fato de ter atleta jogando sem estar liberado pela Liga. Outros 17 casos serão julgados hoje pela JDD.
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