O Ministério Público Eleitoral impugnou a candidatura do vereador e candidato à reeleição Marcelo Valim (PSDB). Os motivos alegados pela Promotoria foram processos criminais que o candidato já respondeu e outros que ainda estão em fase de inquérito. Valim negou todas as acusações e disse desconhecer algumas das ações mencionadas pelo promotor Carlos Henrique Gasparotto. O tucano afirmou que recorrerá para tentar reverter a impugnação.
No total, são quatro ações que pesam contra Valim. A primeira, datada de 1987, remete ao artigo 155 do Código Penal, que é furto. O processo já está arquivado e o documento de impugnação não detalhava como foi o crime. Valim diz que houve um erro no Fórum e que, à época, era repórter policial e foi apenas testemunha do caso.
Já o segundo é um inquérito em andamento na Delegacia Seccional da Polícia Civil de Franca, pelo qual o candidato é investigado por crime de falsidade ideológica. Segundo o MP, em 2006, o vereador respondia a outra ação, cível, por danos morais. Valim teria entregue à Justiça um atestado de pobreza para evitar as custas processuais. Segundo sua advogada, Tarcisa Cruz, houve um mal-entendido e o pedido foi retirado.
Consta ainda uma queixa-crime do ex-investigador da Polícia Civil Carlos Eduardo Evangelista relacionada à edição de fevereiro da revista Sem Censura, de propriedade de Valim, que teria publicado uma reportagem sobre o ex-policial, dizendo que ele “promovia festinha com menores na delegacia de Ribeirão Corrente”. A ação tramita na Justiça. Valim reconhece que criticou Evangelista. “Denunciei, sim, e não me arrependo”, disse o vereador.
A última acusação aborda crime de peculato. Segundo o MP, o tucano teria se apropriado indevidamente de dois mapas, um do Estado de São Paulo e outro de Franca, de propriedade da Câmara Municipal, e os colocado em seu escritório particular. Valim nega que tenha feito isso. “Não exis-te mapa nenhum da Câmara no meu escritório”, afirmou.
REPRESENTAÇÃO
O pedido de impugnação de Valim partiu do advogado André Luís Evangelista, irmão de Carlos Evangelista e foi aceito pelo MP. Questionado se a atitude foi pessoal, já que Carlos acabou expulso da polícia após uma denúncia iniciada pelo vereador, então radialista da Difusora AM, negou. “Além de ser advogado, eu sou cidadão. A gente tem que buscar moralidade nas coisas públicas. Eu fiz meu papel de cidadão”, disse.
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