Associação das Auto-escolas decide manter os funcionários na Ciretran


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Público lota local de atendimento na Ciretran de Franca. Serviço foi ameaçado pela Associação das Auto-Escolas, que retirou funcionários emprestados à delegacia, mas entidade voltou atrás na decis&at
Público lota local de atendimento na Ciretran de Franca. Serviço foi ameaçado pela Associação das Auto-Escolas, que retirou funcionários emprestados à delegacia, mas entidade voltou atrás na decis&at
Depois de anunciar que daria férias a cinco funcionários emprestados à 21ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), de Franca, a Associação das Auto-Escolas voltou atrás. Na tarde de ontem, suspendeu a folga e disse que todos voltarão para o trabalho a partir de hoje. A decisão foi tomada durante reunião com o delegado Augusto César Fazio Ricci. Se a entidade cumprisse o prometido, poderia ocorrer um colapso nas emissões de carteiras de motorista, atrasando em mais de dois meses a entrega das habilitações. A decisão de retirar os funcionários havia sido tomada no último sábado, depois de o Procon e o Ministério Público se posicionarem contra a cobrança da taxa de R$ 80 dos candidatos interessados em tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Dinheiro este atribuído à matrícula e recolhido para a associação. A cobrança foi considerada abusiva pelo Procon e está sendo investigada pelo promotor de Defesa do Consumidor. Como forma de “represália”, a associação daria férias para seus cinco funcionários que trabalham emprestados à Ciretran. A mudança de posição nesta segunda-feira não foi explicada durante a reunião na tarde de ontem. “Eles só disseram que iam suspender as férias porque já haviam resolvido um problema administrativo da associação. Amanhã (hoje), todos os funcionários estarão trabalhando normalmente”, disse o delegado. POLÊMICA A taxa de R$ 80 que gerou a polêmica começou a ser cobrada pelas auto-escolas logo depois da publicação da resolução do Detran que exige o preenchimento de um formulário que comprova a alfabetização do candidato a tirar a carteira de motorista. Segundo a Associação das Auto-Escolas, os valores já eram cobrados de maneira embutida, mas como matrícula do aluno. No Procon, 16 auto-escolas foram notificadas a devolver o dinheiro pago pelo candidato. O Ministério Público já abriu um inquérito civil para apurar a possível irregularidade.

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