Quem passava pela via de acesso à Rodovia Cândido Portinari, no Jardim Tropical, se assustava com a quantidade de pessoas às margens da pista. Todas com garrafões e garrafas pet na mão, aguardavam sua vez de pegar água em uma pequena bica que saía do morro de terra. Em menos de dez minutos que a reportagem ficou no local, dez pessoas chegaram carregando carrinhos de mão, bicicleta com caixotes ou qualquer outro meio capaz de carregar a maior quantidade de vasilhas possíveis.
Um dos que aguardavam para conseguir um pouco de água era o motorista Alexandre Eugênio Simão. Morador na Vila Santa Terezinha, foi de carro até o Tropical para conseguir um pouco de água para beber. “Peguei quatro galões para levar para casa. Com isso, espero poder cozinhar e beber também. Eu creio que ela deve dar até amanhã”.
A faxineira Maria Madalena Carlos da Silva também recorreu à fonte natural de água, mas está tomando outras medidas para evitar os problemas causados pela falta do líquido. Entre as mudanças, está a alteração do cardápio das refeições. “Legumes, verduras, estas coisas, a gente não pode lavar e, sem lavar não dá para comer. Então estou comprando carne moída para fazer no almoço. Além disso, eu não estou lavando roupa de jeito nenhum.”
Já Edinéia Lopes, mãe de uma criança de 2 anos e meio, está com o tanque cheio de roupas sujas. Por este motivo, chegou a cancelar uma visita que faria à sua mãe em Divinópolis (MG). “Como que eu chego lá com uma mala cheia de roupas sujas?”, questiona.
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