Para analista, machismo existe


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Para o analista político e professor da Unesp de Franca, Alberto Aggio, o espaço para a mulher em ainda é restrito e fica aquém do desejado. “É complicado para elas participarem do jogo porque a cultura que forma nossa visão é muito machista. É marcada pelo domínio cultural masculino”, disse Aggio. Segundo ele, embora a atuação feminina esteja mais forte na sociedade nos últimos anos, o processo é mais lento. “Na escola, na universidade, até mesmo na imprensa, é mais ampla. Na política, precisa de mais dedicação e tempo e, às vezes, a mulher opta por outros afazeres”, disse. Algumas mulheres, porém, conseguem manter as tarefas, inclusive do lar, em dia e conciliá-las com as atividades públicas. É o caso da vereadora Graciela de Lourdes David Ambrósio (PP), que é, ainda, delegada de polícia. “A mulher fica em pé de igualdade com o homem, mas com a vantagem de ter uma maior sensibilidade e o sexto sentido a seu favor”. Para Adamá de Cássia (PSDB), 18, candidata mais jovem na disputa em Franca, uma presença feminina mais forte poderia melhorar o nível da política local. “A mulher tem um jeito especial de resolver problemas que os homens não têm”, afirmou.

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