Mulheres representam apenas 23% das candidaturas na região


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O perfil dos candidatos a vereador em Franca e nas quatro cidades da 290ª Zona Eleitoral é predominantemente masculino. Somando-se os pretendentes à Câmara em Cristais Paulista, São José da Bela Vista, Restinga, Ribeirão Corrente e Franca, as mulheres representam, em média, 23,3% do total. Ou seja, de cada dez candidatos, oito são homens. Nos cinco municípios, são 114 mulheres e 375 homens concorrendo. Nos municípios da região, que pertencem à comarca de Franca, há 50 candidatas na disputa e 174 homens. Tal realidade é mais acentuada em Ribeirão Corrente, onde a representatividade feminina é de apenas 17,2%. A seguir, surgem Restinga (21,4%), São José (22,8%) e Cristais (24,6%). A única exceção, nestas cidades, fica por conta do PT de Restinga, onde há três candidatos, sendo duas mulheres e um homem. O caso de Franca também chama a atenção. Se por um lado a eleição pode ser decidida pelo voto feminino - que é a maioria do eleitorado da cidade - por outro, elas representam 24,1% dos 270 candidatos a vereador. Em números absolutos, o PSB (9) é o partido com maior número de mulheres. Já PCB e PSol não registraram uma sequer. A discussão vai além das comparações: a lei eleitoral exige que o sexo minoritário, no caso o feminino, represente no mínimo 30% do majoritário. As legendas abaixo deste índice têm até o dia 6 de agosto para se adequar. Quem não conseguir, terá de deixar as vagas em aberto e concorrer com menos candidatos. Um dos partidos que enfrenta o problema em Franca é o PT (Partido dos Trabalhadores), que tem 16 homens e somente 2 mulheres. O mínimo necessário seria de 5. O presidente do diretório local, José Eduardo David, reconheceu o problema e disse que não entende a falta de iniciativa das filiadas. “Em todas as reuniões elas são atuantes e debatem de igual para igual com os homens. No diretório, temos várias mulheres que na hora de se apresentar para concorrer, desistem. Não sei porque isso acontece”, disse. PRECONCEITO Para a vereadora Graciela Ambrósio, existe preconceito na política em relação às mulheres. Apesar de estar no segundo mandato, afirma que ainda encontra resistência por parte dos colegas. “Sinto preconceito sim, principalmente quando apresento projetos que são de repercussão. Isso mexe com o ego masculino”, disse.

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