Na região, candidatos têm ficha mais longa


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Nas cidades da região, a ficha dos candidatos não é tão curta quanto em Franca. No total (incluindo Franca e cidades de Minas Gerais ), são 36 candidatos dos 14 municípios que concorrem ao cargo de prefeito. Destes, 28 foram acionados, segundo os sites dos Tribunais de Justiça de São Paulo e de Minas Gerais, sendo 21 no âmbito cível e sete no criminal. Apesar da grande quantidade, a maioria já foi arquivada. São poucos os candidatos que têm condenações criminais ou que envolvam a vida pública. O candidato que é alvo no maior número de processos, segundo o site do TJ, é o atual prefeito de Pedregulho, Dirceu Polo (PSDB). Ele tem no total 17 processos, sendo nove criminais e oito cíveis (seis movidos pelo MP). O promotor da comarca de Pedregulho, Alex Facciollo Pires, disse que a maioria destas ações está no Tribunal, em trâmite na segunda instância. “Ele foi condenado por improbidade, mas recorreu; em outra ele foi absolvido, além de ações por problemas eleitorais. Mas, por enquanto, isso não tem efeito nenhum”, disse. Sobre os processos criminais, o promotor confirmou que todos estão arquivados ou houve absolvição. Durante quatro dias a reportagem tentou entrar em contato com Dirceu Polo. Na terça, quarta e quinta-feira, pelo menos dois telefonemas foram disparados para o gabinete do prefeito e para três números de telefones celulares que constam como dele. Na sexta-feira, a reportagem ligou quatro vezes para Dirceu Polo em todos estes números. A secretária do gabinete anotou vários recados, mas até o fechamento desta edição ele não havia retornado. BATATAIS Outro prefeito que é réu em ações movidas pelo Ministério Público é José Luiz Ravagnoli (PTB), de Batatais. Há, em seu currículo, quatro ações por improbidade administrativa. As alegações do MP são de irregularidades em licitações, notas fiscais adulteradas e a contratação de sua esposa para cargo de comissão. O promotor da cidade, Alexandre Padilha, afirma que os processos continuam. “Tem que apenas aguardar o pronunciamento da Justiça em todas as ações”, disse. Ravagnolli disse que tudo é orquestrado pela oposição. “Quem me conhece bem sabe que foi questões políticas, faz parte do jogo”, disse. RESTINGA Claurindo Ferracioli (PTB), o Belão, que tenta voltar à prefeitura de Restinga, também figura na lista do tribunal, alvo de quatro ações por improbidade administrativa. Ele garante que tudo é obra da oposição. “Faz 20 anos que a oposição tenta me derrubar e não consegue. Não vai ser diferente desta vez”, disse. O fato do candidato apresentar processos constados no site do TJ não o deixa num primeiro momento com a “ficha suja” ou que gera motivos para impugnação da candidatura. Entretanto, o promotor Carlos Henrique Gasparotto, que impugnou até agora mais de dez candidaturas por problemas na “vida pregressa” dos concorrentes, acredita que responder a processo criminal não é um bom indício. “Dependendo do tipo de crime, como estelionato, de ordem tributária ou contra a vida, não podem ter esta responsabilidade. Estamos falando de candidatos de boas condições”, afirma o promotor, que faz uma comparação. “Se concursos públicos simples exigem, para cargos públicos também tem que haver este critério”, disse.

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