A volta às aulas na rede estadual de ensino está marcada somente para o dia 30 deste mês, porém, as férias terminarão mais cedo para alguns estudantes. A partir desta segunda-feira, dia 21, oito escolas de Franca começam a repor os dias em que ficaram sem aulas por causa da greve dos professores que ocorreu em junho.
A quantidade de dias letivos a ser reposta varia conforme a escola, pois nem todos os docentes entraram em greve durante todo o período do movimento. A Diretoria de Ensino e as próprias escolas não dispõem de números exatos sobre a quantidade de alunos e professores envolvidos na reposição.
Uma das escolas que começam o semestre mais cedo é a “Carmem Munhoz Coelho”, no Jardim Boa Esperança, que, além da reposição a partir desta segunda, terá também aulas aos sábados. A unidade tem oito dias letivos a serem repostos, de acordo com o seu calendário. “Nós optamos por antecipar a reposição para evitar o acúmulo de aulas no meio do semestre. Aproveito para convocar os alunos a comparecerem à escola a partir desta segunda”, disse o diretor Arnaldo Bernardes Ferreira.
Além da “Carmem Munhoz”, as escolas que repõem aulas a partir de segunda são as seguintes: “Adelina Pasquino Cassis” (Jardim do Éden), “Ana Maria Junqueira” (Vila Nova), “Laura de Melo Franco” (Jardim Redentor), “Maria Cintra Nunes Rocha” (Jardim Cambuí), “Maria Pia Silva Castro” (Parque do Horto), “Orlik Luz” (City Petrópolis) e “Josephina Zinni Almada” (Bairro São Joaquim).
As demais escolas estaduais da cidade que necessitam da reposição de aulas decidiram por fazê-la aos sábados ou em turnos contrários às aulas normais durante a semana, dependendo dos horários dos professores. Há casos, como o da “Homero Alves” e da “Henrique Lespinasse”, em que não há aulas de reposição marcadas. Os diretores das escolas não foram localizados para explicar os motivos.
O prazo final para que os estabelecimentos de ensino regularizem seus calendários é 31 de outubro. As datas e horários em que haverá aulas de reposição podem ser consultadas nas secretarias das escolas.
A GREVE
A paralisação dos professores da rede estadual de ensino começou no dia 16 de junho e durou 22 dias em Franca. A greve foi a forma encontrada pelos docentes para protestar contra um decreto do governador José Serra (PSDB), mudava as regras dos concursos públicos na área da educação e ainda alterava as normas que regem a transferência dos profissionais.
Com o movimento, o governador decidiu rever o decreto e os professores decidiram suspender a paralisação.
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