No domingo passado a Palavra de Deus convidava à confiança diante das situações de perseguição e desânimo. Hoje, a mesma palavra nos revela a paciência de Deus em relação às pessoas e ao mundo.
As leituras da missa são: Sabedoria 12; Romanos 8; Mateus 13. A primeira leitura é do livro da Sabedoria, o último livro do Antigo Testamento, escrito, por um sábio judeu de Alexandria do Egito. É provável que ainda estivesse vivo quando Jesus passou por esta terra.
Os israelitas perguntam: por que nós, embora fiéis à lei de Deus, somos permanentemente oprimidos e humilhados, enquanto os pagãos que se comportam como ímpios prosperam sempre mais e têm sorte na vida?
O texto do livro da Sabedoria afirma que a força do Senhor sempre é grande, mas ele não a usa para castigar ou causar o mal para o homem, porque ele é indulgente com todos, bons e maus.
Os homens usam a própria força para incutir medo nos outros, para forçá-los à obediência e ao respeito. Deus não age assim. Ele não consegue a conversão dos maus enviando-lhes castigos, mas demonstrando mansidão e indulgência.
O livro da Sabedoria ensina que Deus não ama somente os bons, ama a todos, também os maus, porque são suas criaturas, e o único desejo que ele tem é que mudem de vida, depressa, para que eles também possam sentir-se felizes.
Na segunda leitura Paulo confessa com candura: “nós não sabemos como rezar”, não sabemos o que pedir a Deus; por isso o Espírito vem em nossa ajuda e nos sugere o que temos que dizer ao Pai.
Rezar é deixar-se guiar pelo Espírito que nos aproxima sempre mais de Deus e nos abre o coração aos irmãos.
E o evangelho relata as parábolas do joio e do trigo, do grão de mostarda e do fermento na massa.
O mundo é um campo de semeaduras diferentes e contrastantes. O cristão deve semear a boa semente. Os que são contra os valores de Deus não perdem tempo e com prontidão semeiam o joio.
Retirar o joio rapidamente é querer fazer justiça com as próprias mãos. É muito perigoso, pois, pode acontecer que, arrancando o joio seja arrancado o trigo.
Os discípulos têm pressa querendo separar logo os bons dos maus.
Jesus diz que a seleção acontecerá na hora da colheita. Nessa hora, pelas espigas, será possível distinguir o que é trigo e o que é joio.
O bem e o mal, diz o Senhor, não podem ser separados, devem crescer juntos, e assim será até o fim.
Em cada ser humano há um pouco de bem e um pouco de mal, por isso não é possível intervir com o fogo do céu: tudo seria destruído, o bem e o mal.
Na segunda parábola, Jesus fala sobre o grão de mostarda. Um grão de mostarda, quase invisível, dá origem a um arbusto de cerca de quatro metros e poucos gramas de fermento fazem levedar cem quilos de farinha.
Estas duas parábolas constituem um apelo ao otimismo.
A palavra de Deus quer dar um empurrão aos desanimados na vivência da fé, que enxergam o mundo com os óculos escuros do pessimismo.
A paciência vitoriosa de Deus, desafia todos a compreenderem a vida, a partir do dinamismo do Espírito Santo. A pedagogia da paciência de Deus nos conduz à profundidade da vida e à busca de soluções duradouras para os problemas que nos afligem.
O jeito de Deus é perseverar no bem e o respeito pela condição de cada pessoa.
Deus, em sua paciente misericórdia, acolhe-nos como somos e nos ampara com sua graça para não naufragarmos nas tribulações.
Através da sua Palavra, Deus paciente e misericordioso vem em auxílio dos fracos e pequenos para que, diante das artimanhas iníquas do joio não desanimem e nem desistam da construção do seu Reino.
Jesus Cristo é o nosso “fermento” para que, em nossos corações os dons da sua graça germinem e produzam bons frutos.
HOJE É DIA DO AMIGO
O verdadeiro amigo é como um irmão. A amizade construída na convivência desinteressada e fraterna, alimentada pelo diálogo, renovada e enriquecida na partilha dos dons é santa e dura para sempre. É um presente de Deus que deve ser preservado a qualquer custo. A verdadeira amizade pode ser comparada a uma obra de arte; é uma raridade que não tem preço. Por isso, não podemos permitir que a aparência externa determine se devemos mantê-lo na “prateleira ou jogá-lo no lixo, se valorizá-lo ou descartá-lo”. O verdadeiro amigo faz questão de nos enxergar por dentro.
AMOR DOS PAIS AOS FILHOS
É necessário aprender a amar a geração atual de forma correta: impondo-lhes limites, mostrando o que é certo, ensinando-os a reparar os estragos e a pedir desculpas pelos erros. No entanto, jamais os pais devem agir de forma possessiva, pois os filhos não pertencem aos pais. Os pais são apenas intermediários, instrumentos para que se concretize a obra de Deus. Muitos desejam ser pais e não conseguem. Filhos são dons divinos; estão a serviço d’Ele e, nesse sentido, necessitam ser livres de apego. Quando os pais ensinam seus filhos a caminhar com as próprias pernas, realizam a missão conferida por Deus.
LANÇAMENTO DE LIVRO
Na próxima sexta-feira, às 20h, no Salão Papa Paulo VI, à Rua Frederico Ozanan, 1131, Centro, será lançado o livro sobre Santa Gianna com a tradução de Dom Diógenes Silva Matthes, Bispo emérito de Franca. Participe. Prestigie.
PENSAMENTO
“Se quiser mais Amor, Compreensão, Harmonia, crie mais Amor, Compreensão e Harmonia em seu coração e a seu redor”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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