A Lei Seca divide opiniões. De um lado, as pessoas que dizem beber civilizadamente e abominam a nova determinação. Do outro, as pessoas que acreditam que ela ajuda a impedir acidentes de trânsito, principalmente com vítimas fatais.
Os favoráveis acenam com a redução no número de acidentes com vítimas em Franca, que, segundo o Corpo de Bombeiros, caiu pela metade desde a criação da Lei Seca. Os contrários entendem que ela deixa no mesmo nível um motorista realmente bêbado e um pai que bebeu uma cerveja apenas no aniversário do filho.
Nem mesmo as autoridades são uníssonas sobre o tema. Para o delegado seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, a lei ainda depende de ajustes e as delegacias estão aguardando pronunciamento da Delegacia-Geral da Polícia sobre o assunto. “Estamos numa situação em que a lei nos coloca em confronto com a Constituição”, disse.
Em contrapartida, para o capitão da PM de Franca, Alexandre Wellington de Souza, não há problema de interpretação algum. Os policiais em serviço, afirmou, autuarão os motoristas e os conduzirão às delegacias, como preconiza a lei. “Se o delegado vai ou não autuar, isso não nos diz respeito. Nosso dever é apresentar o motorista flagrado em estado de embriaguez e apresentá-lo à autoridade policial”, disse.
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