Cópia de gente


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A tecnologia que envolve os processos de reprodução chegou a tal ponto que, atualmente, já se pode reproduzir o ser humano sem o contato sexual entre as partes. É a chamada técnica da clonagem que já produziu ovelhas, bezerros e outros animais. Ao que se saiba (de maneira documentada!) ainda não houve a clonagem de ser humano. A face materialista da ciência (porquanto há a que admite o lado espiritual) acredita que clonando seres bonitos, inteligentes, saudáveis, estará construindo a humanidade feliz do futuro. De nossa parte, entretanto, e a Doutrina Espírita é enfática neste ponto, acreditamos que o que se clona é o corpo e não o espírito. Isto é, pode-se multiplicar à enésima potência qualquer corpo e não se terá a mesma personalidade, o mesmo caráter, a mesma moral. Vamos nos valer de um exemplo simples: pode-se fabricar um milhão de automóveis da mesma marca, mesma cor, mesma mecânica. Todos iguaizinhos. No entanto, haverá uma grande diferença entre eles: o motorista! Assim, por ilação, podemos estender o raciocínio para a humanidade. Clonar corpos não significa reproduzir individualidades. Os corpos serão iguais (carro) mas, os espíritos, serão diferentes (motoristas). Todo o arrazoado acima vem a propósito do livro In His Image, que em português pode-se traduzir por “A Sua Imagem”, de autoria do repórter David M. Rorvik e publicado em 1978. No livro, Rorvik narra uma experiência de que participou e que envolveu a clonagem de um ser humano. Ele foi procurado por um industrial bem sucedido, solteirão e que queira ter um filho; porém, não pelos processos tradicionais. Como era assíduo leitor de Rorvik e profundo conhecedor dos processos de reprodução humana, pediu ao repórter para, mediante desembolso de grande importância, coordenar uma reprodução do afortunado industrial. Depois de muitas marchas e contramarchas, avanços e recuos, foi convencida uma equipe médica especializada em reprodução humana assistida e uma jovem de um pais asiático, também sob pagamento, consentiu ser “barriga de aluguel”. Ao final do processo, nasceu o filho que o industrial tanto esperava. Verdade? Ficção? Não temos como decidir. O que sabemos pelo livro editado pela Hamish Hamilton Ltd., de Londres, conforme narrado pelo Dr. Hermínio C. Miranda e constante no livro de sua autoria Nas Fronteiras do Além, 3ª. Edição, ano 2005, é só o que há. Como já são passados 30 anos da experiência, seria bom analisar e avaliar os resultados da reprodução levada a efeito. Será que houve, exatamente, um “xerox” do industrial? Será que o industrial conseguiu imortalizar-se na cópia genética que intentou produzir? Estas respostas muito contribuiriam para o avanço da ciência e da humanidade. Finalmente, teríamos a certeza de que “o homem não morre”, imortaliza-se nas suas obras. Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Idefran

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