Inverno torna feira mais cara


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Durante o inverno, preço de vegetais, como o tomate, chega a dobrar. Abobrinha e quiabo também subiram. Preço de verduras em folha caiu 30%
Durante o inverno, preço de vegetais, como o tomate, chega a dobrar. Abobrinha e quiabo também subiram. Preço de verduras em folha caiu 30%
Com o inverno, o consumidor francano tem gastado mais para comprar legumes e vegetais. As baixas temperaturas derrubaram a produção destes alimentos e, em alguns casos, como o tomate, o preço nos supermercados e varejões praticamente dobrou. Também tiveram os preços aumentados o quiabo e abobrinha, a batata e a cenoura, entre outros. Segundo o diretor operacional da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) de Franca, Giovani Dominici, a estação faz com que as lavouras destes produtos tenham baixa produtividade e a oferta deles despenque. “Com o frio, os vegetais em frutos, como abobrinha e quiabo, demoram mais para se desenvolver e isso reduz o volume de produção. Como a procura continua a mesma, os preços sobem”, disse. Com o Ceagesp confirmando a alta e os estabelecimentos pagando mais caro, o reflexo é direto na venda ao consumidor. Eurípedes de Andrade Carlos, gerente de um varejão localizado na Avenida Major Nicácio, diz que, entre todos alimentos, o tomate é o maior “vilão”. “Basta faltar o produto que o preço sobe. Aconteceu isso com a abobrinha, que subiu 50%. Mas o campeão foi o tomate. O preço da caixa chegou perto de dobrar”, disse. Uriel Rodrigues Oliveira, gerente de outro estabelecimento, localizado no Jardim Riviera, tem a mesma opinião de Eurípedes. “No ano passado, a caixa custava R$ 25 e agora estamos pagando R$ 45. Os preços vinham subindo já antes da chegada do inverno e agora a alta é geral”, disse. “A cenoura e a abobrinha também subiram muito de preço. Além da época, muitas pessoas estão deixando de produzir vegetais e a oferta está só diminuindo”, disse Lucas Ferreira dos Santos, responsável por um minimercado na Vila Nicácio. Na zona sul da cidade, a alta dos preços também foi constatada. “É só começar o frio que também começam os aumentos. O tomate foi o produto que teve a alta mais significativa, mas abobrinha e quiabo, entre outros, também estão mais caros”, disse Josiane de Oliveira, que gerencia um varejão no Jardim Aeroporto III. Por outro lado, os preços das verduras em folhas, cuja produção aumenta durante o inverno, registraram queda desde o início do mês. A mesma lei da oferta e procura que eleva os custos dos vegetais é responsável por uma sensível queda nos valores de vendas de verduras em folha, como alface, couve, rúcula e almeirão. O tempo seco favorece o crescimento deste tipo de alimento. “Os preços caem em média 30% nesta época. Só depois, no período das chuvas, é que o valor sobe, pois a produtividade cai muito”, afirmou Eurípedes de Andrade. ALTERNATIVAS A dona de casa Marli do Carmo Ribeiro diz que tem feito “rodízio” de vegetais e legumes na hora de comprar. “É uma loucura. Sempre tenho que saber o que está sendo colhido na época e o que está faltando. Somente depois de me informar é que vou às compras. Fazer isso leva tempo, mas, hoje em dia, temos que pensar na economia”, disse.

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