Polícia faz vistoria no Guanabara


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SUPERLOTAÇÃO - Os cerca de 420 presos que ocupam 28 celas da cadeia do Guanabara no pátio do presídio durante vistoria na manhã de ontem
SUPERLOTAÇÃO - Os cerca de 420 presos que ocupam 28 celas da cadeia do Guanabara no pátio do presídio durante vistoria na manhã de ontem
A cadeia do Jardim Guanabara passou por uma varredura na manhã ontem. Foi a segunda operação pente fino feita pela Polícia Civil em apenas 15 dias. Mais uma vez, celulares, drogas e “chuchos” (faca artesanal feita pelos presos) foram encontrados. A revista contou com homens fortemente armados do GOE (Grupo de Operações Especiais). A Polícia Civil decidiu revistar os 420 presos do local depois de receber denúncias de uma possível fuga em massa. A ação começou por volta das 7 horas. Equipes com investigadores e carcereiros foram montadas para fazer uma vistoria minuciosa nas celas. Homens do GOE retiraram os detentos e os colocaram no pátio, enquanto acontecia a revista. “Reunimos cerca de 40 policiais e ocupamos a cadeia. Estamos sempre atentos a possíveis planos de fuga ou até mesmo de rebeliões. Estas operações têm como objetivo trazer um pouco mais de tranqüilidade para moradores da região da cadeia e até mesmo dos funcionários que aqui trabalham”, disse o delegado Wanir José da Silveira, um dos que comandaram a operação no presídio. O diferencial nesta operação foi que nem todas as 28 celas dos dois pavilhões da cadeia do Guanabara foram “reviradas”. Apesar de todos os detentos terem sido colocados para fora das grades, a varredura atingiu somente metade da cadeia. “Optamos por fazer a varredura em menos celas, mas vistoria-las de maneira minuciosa. [FOTO2] Outras operações deverão acontecer em dias e horários alternados. Pode acontecer de reunirmos os policiais e voltarmos até mesmo num domingo. Queremos manter a ordem e tranqüilidade na cadeia”, disse Silveira. Ao final do pente fino foram apreendidos nove telefones celulares, carregadores, 13 porções de cocaína e uma de maconha. “Eles tentam de todas as formas esconder entorpecentes e celulares durante a blitz na cadeia. Numa das celas apreendemos um celular no meio do colchão”, disse o delegado.

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