Donadelli se despede da presidência do Sindifranca


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A nova diretoria do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), encabeçada pelo presidente José Carlos Brigagão do Couto, assumiu, na noite de ontem, o comando da entidade. Brigagão substitui Jorge Donadelli, que deixa o cargo após três anos. Em meio a grande mistério e até um certo ritual, Donadelli aproveitou a oportunidade para lembrar, em um vídeo de cerca de cinco minutos, seu tempo à frente do sindicato e apresentar a nova bandeira da entidade. Durante a cerimônia, atiradores do Tiro de Guerra de Franca fizeram a entrada formal das bandeiras, ao som do Hino Nacional. Os estandartes do Brasil, do Estado e do município antecederam o do Sindifranca, escondido a sete chaves pela direção da entidade. “O desenho traduz ao mesmo tempo tradição e modernidade e as cores ocre, branco e azul; luz, paz e força, respectivamente”, explicou Donadelli. A cerimônia de posse, no salão da Stella Eventos, durou cerca de duas horas e contou com a presença do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), dos deputados estaduais Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB) e de empresários do setor calçadista, que lotaram o local. Na abertura do evento, Donadelli lembrou os velhos tempos do sindicato - desde sua formação - e ao final do discurso pediu que tocassem a música Emoções, de Roberto Carlos. Penúltimo a falar, o prefeito Sidnei Rocha recordou os principais projetos executados em parceria com o Sindifranca, como a Fábrica Modelo, na última Couromoda, e o estande coletivo que abrigou os pequenos industriais na Francal 2008. Reforçou ainda a necessidade de representatividade da instituição. ‘Um sindicato forte é feito de integrantes atuantes. Os empresários francanos não podem se esquecer disso”, disse. A eleição da nova diretoria aconteceu no dia 10 de junho. De acordo com Donadelli, esses 35 dias foram necessários para que a transição fosse feita de forma tranqüila. “José Carlos me perguntou se eu deixava o Sindifranca de coração. Respondi que não. Deixo por uma questão racional, por saber que meu dever está cumprido e devo ceder o lugar para outras pessoas capazes de fazer um bom trabalho”, contou o ex-presidente. A cerimônia começou às 20 horas de ontem e até as 23 horas, Brigagão - que aparentava estar tranqüilo - não havia feito uso da palavra.

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