Com 419 presos, cadeia deixa autoridades em estado de alerta


| Tempo de leitura: 2 min
ENQUANTO ISSO - Imagem de arquivo mostra preso acuado pelas chamas durante rebelião ocorrida na cadeia do Jardim Guanabara, em março: presídio está superlotado
ENQUANTO ISSO - Imagem de arquivo mostra preso acuado pelas chamas durante rebelião ocorrida na cadeia do Jardim Guanabara, em março: presídio está superlotado
No dia 4 de março, presos da cadeia do Jardim Guanabara se rebelaram, incendiaram as dependências internas e mantiveram um carcereiro como refém. Com capacidade aceitável para 216 detentos, o presídio abrigava 475 na hora da confusão. Cinco celas foram totalmente danificadas pelo fogo. Por conta da destruição, 192 criminosos foram transferidos nos dias seguintes para penitenciárias localizadas no interior do Estado. Na oportunidade, o Ministério Público voltou a acionar a Justiça pedindo prosseguimento da ação que obriga o governo a esvaziar o presídio pela metade. Em maio, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) fez uma vistoria na cadeia e constatou a falta de condições. De acordo com a avaliação, o prédio representa riscos para os presos e, principalmente, para a sociedade. A burocracia que emperra o início das obras do CDP reflete diretamente na cadeia do Guanabara e faz as autoridades acenderem a luz vermelha. Quatro meses após a rebelião que destruiu parcialmente o prédio, nada mudou. As 192 transferências do princípio de março já foram preenchidas. Na tarde de ontem, o presídio abrigava 419 presos, o dobro do permitido. “Estamos tentando obter novas vagas junto à Secretaria de Administração Penitenciária para novas transferências e pleiteando a remoção de presos que não são do Estado ou do nosso município”, esclarece o delegado seccional, Maury de Camargo Segui. Não fossem as constantes transferências, o sistema carcerário em Franca já teria entrado em colapso. A superlotação atual é vista com preocupação por parte do comando da Polícia Civil, pois torna iminente o risco de uma nova rebelião. “É por isto que estamos reforçando a vigilância no prédio. Agora teremos um diretor de cadeia exclusivo para gerenciar toda esta parte de segurança e disciplina. Vou providenciar um pouco mais de reparos para que ela (a cadeia) agüente um pouco mais”, finalizou Maury de Camargo. Por determinação do policial, o delegado Eduardo Lopes Bonfim, que acumulava a função como assistente da DIG e foi transferido para a Dise no começo do mês, cuidará apenas da cadeia a partir de agora.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários