Nos fundos de uma casa no Jardim Aeroporto III, em um imóvel formado por apenas dois cômodos e um banheiro, Juliana Rodrigues Ribeiro, 25, vive um drama. Grávida de três meses, ela, seu marido e seus dois filhos, de 5 e 4 anos, não têm o que comer e correm o risco de serem despejados, já que o aluguel de R$ 100 está atrasado há três meses.
Sem água nem energia elétrica, a família ainda sofre com o frio. Na casa, há apenas dois cobertores. O maior é usado pelo casal para dormir com David Rodrigues Ribeiro, 4, e o outro, uma manta, serve à pequena Rainara Rodrigues Ribeiro, 5. Desesperada, Juliana pede ajuda para sustentar seus filhos e fugir do frio.
A família, que veio de Ibiraci (MG) há um ano, sobrevive com o dinheiro que o pai, Adriano Fernandes Ribeiro, 27, recebe com o serviço eventual de guarda-noturno, em média, R$ 350. “Não dá para a gente comer, pagar as contas, o aluguel e ainda vestir as crianças. É muito pouco. Estou desesperada e preciso de ajuda”, disse Juliana.
Em um dos cômodos da casa, fica uma cozinha, com a geladeira, que, no momento da reportagem, só tinha garrafas d’água e um pouco de arroz. É neste cômodo também que fica a cama da filha mais velha, Rainara. “Sei que não é o ideal, mas o que posso fazer?”, disse Juliana. No outro cômodo, que tem um pequeno guarda-roupa e um banheiro, fica o quarto do casal, onde David divide a cama com os pais. “Para mim, o mais triste é quando chega a noite. Com este frio, só temos um cobertor para nós três. Dormimos encolhidos e agarrados, mas ainda assim sentimos frio. A Raiana dorme sozinha e sofre mais”.
As crianças ainda não freqüentam a escola e ficam o dia inteiro em casa. “Não consegui matriculá-los em uma creche, então, tenho que ficar em casa para olhá-los. Tudo o que temos vem de doações de vizinhos”.
Com a água e a luz cortadas, para fazer a higiene pessoal, eles dependem de uma vizinha. “Se não fosse a ajuda dela, não tínhamos nem como tomar banho. O dinheiro que meu marido recebe só dá para ajudar ela com as despesas e comprar alguma comida, mais nada”, disse Juliana.
A família aceita qualquer tipo de ajuda, mas o maior desejo deles é um emprego fixo para Adriano. “A situação iria melhorar se meu marido arranjasse um serviço registrado que pagasse certinho”.
Quem desejar ajudar o endereço fica na Rua Irene Rodrigues Pereira, 1709, no Jardim Aeroporto III. Os contatos são da vizinha Sueli: 9989-1257 e 3701-8582.
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