Dicas aos candidatos


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Pela primeira vez em muitos anos, não me engajei em nenhuma campanha política. Com a experiência que adquiri ao longo de quase quatro décadas, estava disposto a utilizar de uma forma que contribuísse para o crescimento. E, no início deste mês, surgiu uma oportunidade e comecei um novo empreendimento, um “site” de política, que tem um nome até sugestivo: www.cafepolitico.com.br. Quer algo mais “político” que tomar um cafezinho enquanto se trocam idéias? Dentre muitas coisas que fiz, colaborei com a organização de campanhas políticas para candidatos a vereador. Assim, pretendo escrever aqui algumas linhas que servem tanto aos que almejam a vereança quanto aos que escolherão esses cidadãos. Algo que posso adiantar é que são eleitos candidatos que reúnem algumas características pessoais e políticas. E com o aprendizado do eleitor que a cada eleição fica mais exigente, qualidades como ser bastante conhecido já não importa mais. Além de ser conhecido em alguma comunidade, ter simpatia e empatia com o eleitorado, é preciso ter propostas, capacidade e competência. Se não tiver qualidades, melhor não perder tempo, o próprio e o dos amigos, além de perder importantes votos que poderiam eleger alguém de bem. O candidato deve fazer um bom planejamento. Listando os recursos humanos e materiais a seu dispor. E vale como regra de ouro: não gaste dinheiro próprio na campanha, limite isso a algo que normalmente doaria a fundo perdido para alguma causa. Faça uma lista de nomes, parentes, amigos e conhecidos. Separe-os em categorias: para visitar, telefonar, enviar cartas e convidar para uma reunião (em que só se deve servir chá, café, bolacha salgada e doce, qualquer coisa a mais atrai quem não interessará). Jamais dê dinheiro ou cesta-básica ou pague contas. Além de ser uma prática ilegal, não funciona bem. Conquiste o eleitor pelo projeto. Os cientistas já provaram que fica mais barato e funciona mais. É preciso mostrar ao eleitor detalhadamente o que um vereador pode fazer, não prometa o que é da alçada do prefeito. E mais, escreva suas propostas e divulgue-as o mais rápido possível, antes que outro assuma a paternidade por idéias comuns. Aproveite todas as oportunidades para aparecer mas não se torne inconveniente nem para o alvo, nem para os organizadores de campanha. E mais, jamais pague militância. Conforme Sun Tzu ensinou na “Arte da Guerra”, melhor é ter o próprio exército: admite-se o exército mercenário, mas jamais se deve aceitar o exército dos aliados. Agora, se você não fala bem, não escreve bem, não lê bem nem tem bom raciocínio e não sabe escolher pessoas para trabalhar junto... Desista! Não atrapalhe os homens de bem que podem ser eleitos e fazer muito por nossa cidade, quando você divide votos, você não colabora, não está sendo um homem de bem já que está jogando contra outros que têm mais chances. Candidate-se se for para somar, quem divide está ajudando a eleger os maus políticos. Mario Eugenio Saturno Tecnologista do INPE e professor do Instituto de Ensino Superior de Catanduva

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