O Ministério Público impugnou a candidatura de Clarindo Ferracioli (PTB), o “Belão”, que disputa a prefeitura da cidade de Restinga. É o primeiro candidato a prefeito da região que tem a candidatura impugnada. A decisão, tomada ontem, foi motivada pelos diversos processos nos quais “Belão” é parte. No total, sete candidatos a vereador tiveram suas candidaturas barradas pelo Ministério Público até agora.
O documento apresentado ontem pela Promotoria ressalta a existência de nove ações penais contra o ex-prefeito de Restinga. Destas, ele foi condenado em duas. Em 2006, respondeu por crime de prevaricação, que é deixar de cumprir com as obrigações inerentes a cargo ou função pública. Outra condenação fala sobre a apropriação indevida de rendas ou bens públicos. Em ambos os casos, ele foi condenado em agosto de 2007 a prestar serviços à comunidade. O MP ressalta que, apesar de já ter prestado os serviços por alguns meses, a lei determina que ele não pode tentar se candidatar por três anos após o cumprimento da sentença, o que ainda não aconteceu.
Existe ainda no pedido de impugnação, um documento que mostra que em todos os anos em que Belão foi prefeito de Restinga, de 2001 a 2004, as contas públicas da prefeitura foram reprovadas pelo Tribunal de Contas da União.
“Belão” estava ontem em Ribeirão Preto. Em entrevista ao Comércio disse que estava acertando documentos de cunho pessoal. Ao saber do pedido de impugnação de sua candidatura, foi enfático ao negar todos os argumentos apresentados pelo Ministério Público. Sobre suas contas públicas disse que, apesar da reprovação do Tribunal de Contas, ele teve o alicerce de seus colegas da Câmara para não sofrer punições. “O Tribunal deu parecer desfavorável, mas a Câmara que tem que aprovar, aprovou”. Belão disse ainda que todos os seus processos estão em julgamento. “Não tem nada de errado.
Todas estas ações, se não estão arquivadas, nós já entramos com recursos e tudo está em andamento”, disse “Belão”.
OUTROS CASOS
Outros dois candidatos de Restinga também foram impugnados pelo Ministério Público. Afonso Evangelista dos Santos, vice de Nédito Reinaldo Silva , e João Aparecido Afonso, que concorre para vereador. Eles não são filiados a um partido, embora o PT tenha feito o registro da candidatura dos dois. Ambos estavam em viagem ontem e não puderam conversar com a reportagem.
A partir da impugnação pelo Ministério Público, os candidatos têm sete dias para recorrerem ao juiz eleitoral. Depois, a Justiça ouvirá testemunhas para decidir se o candidato deve ou não disputar as eleições. As decisões finais têm que ser publicadas até o dia 16 de agosto.
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