A auto-escola Únika, situada na Rua Doutor Júlio Cardoso, Centro, teve seu registro de funcionamento cancelado pelo Detran. O dono da empresa, Sidnei Júnio Fernandes, 31, perdeu o credenciamento de instrutor e não poderá mais dar aulas. Ele é acusado de ser o mentor de um esquema para fraudar o exame de habilitação. As sanções foram publicadas na edição de sábado, 12, do Diário Oficial do Estado e já estão em vigor.
No dia 15 de outubro de 2007, Sidnei foi preso pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Segundo a polícia, ele usava “laranjas” para fazer a prova teórica no lugar de analfabetos ou de pessoas que enfrentavam dificuldades em responder às 30 questões. Recebia de R$ 300 a R$ 500 para entregar a carteira de maneira ilícita aos interessados.
A Ciretran abriu um processo administrativo para apurar a conduta da empresa e encaminhou o relatório ao Detran, que decidiu cassar a ordem de funcionamento. Em fevereiro, o dono da auto-escola voltou a ser preso, desta vez, acusado de receptação. Policiais militares encontraram na casa dele uma carga de couro roubada avaliada em R$ 100 mil.
Procurado para falar a respeito ontem à tarde, Sidnei não foi encontrado e não retornou às ligações. Uma secretária da auto-escola, que afirmou se chamar Talita, disse que ainda não haviam sido informados da determinação e que seguiam trabalhando. Ela não soube dizer quantos alunos estão inscritos no local.
O delegado Augusto Ricci informou que a Únika está impedida de trabalhar. “Se permanecer aberta, será fechada pela delegacia da área”.
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