Os “hotéis para animais” em Franca têm registrado um entra e sai constante de cachorros, gatos, papagaios e afins. Com as férias de julho, as clínicas veterinárias que oferecem hospedagem esperam uma procura até dez vezes maior que em outros meses do ano. Enquanto os donos viajam, os bichos de estimação ficam sob os cuidados de veterinários e “recreacionistas”. As diárias custam a partir de R$ 10, com direito a pouso e passeios.
Em atividade há 14 anos, a Clínica Animed, no Parque Progresso, está acostumada a receber mais cachorros, gatos e pássaros durante as férias. Em meses comuns, entre dois e três animais se hospedam no local. Para julho, são esperados 30 hóspedes. “Temos apenas três canis destinados a esse tipo de serviço, mas se tivéssemos mais, todos ficariam lotados. Quando estamos sem vagas, encaminhamos para outras clínicas”, disse o veterinário João Volpe, proprietário da Clínica.
O Canil Bandog está com mais da metade das acomodações ocupadas. Das 50 vagas para cães, 30 estão preenchidas por animais que ficaram em Franca enquanto os proprietários foram passear. “Durante todo mês, devemos receber entre 70 e 80 cachorros”, disse o proprietário Joel Rosa Júnior. No local, os “clientes” vivem em estilo de colônia de férias. Todos os dias são soltos para brincadeiras conjuntas, tomar sol e fazer exercícios. “Levar o animal para a viagem pode se tornar inconveniente para o dono, que tem de ficar tomando conta dele e não pode descansar tanto, por isso resolvemos criar esse serviço que vem dando certo há anos”.
No Berbel Pet Shop, as férias do meio do ano também prometem movimentar a agenda de hospedagens. A expectativa é um aumento de 80% na procura pelo “hotel”. Como nas outras clínicas, no Pet Shop, a alimentação costuma ser fornecida pelo dono para evitar mudança da ração habitual e o preço varia conforme o tamanho, período de hospedagem e outros serviços solicitados, como banho, tosa, vermifugação e vacinas.
Os veterinários orientam levar o cobertor, cama e brinquedos dos bichos de estimação para que não estranhem tanto a ausência da família. Na média, a hospedagem varia de quatro as dez dias.
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EXPERIÊNCIA VIVIDA
A advogada Elini Trujillo, 50, viajou com a família na primeira semana de julho e não quis deixar um dos três animais que cria em sua casa. Como tradicionalmente faz, reservou uma vaga para Kate, uma cachorra da raça golden retriever, de 1 ano e três meses, na Clínica Animed.
Kate ficou hospedada por cinco dias, enquanto seus companheiros Pingo, um poodle, e Guga, um basset, ficaram em casa. “Deixei na clínica por segurança. Ela é criada solta e, como é filhote ainda, tenho medo de deixá-la em casa e ela fugir se alguém abrir o portão. Meus outros dois cachorros vivem no canil”, disse.
Para ficar hospedada, Elini levou o pano com o qual Kate dorme e um frango de plástico, seu brinquedo preferido. “Acho que assim ela não se sente tão sozinha”.
Os proprietários costumam hospedar seus animais durante feriados prolongados, quando a família fará uma festa e não quer que o bicho permaneça em casa ou em casos de reforma dos imóveis.
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