Quer pegar um atalho?


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Você acabou de sair do ensino médio e está às voltas com vestibulares, mas ainda não se decidiu por qual profissão escolher? Seus pais e professores têm falado com freqüência que escolhas feitas agora poderão decidir seu futuro? Você sabe que o monstro do desemprego anda rondando a vida de muitos recém-formados e a insegurança em fazer uma boa escolha só aumenta? Nada mais natural, pois bater o martelo entre as mais de 200 opções de cursos oferecidos pelas quase 2 mil instituições de ensino superior do País, não é tarefa simples para ninguém. Para facilitar a decisão e não perder muito tempo escolhendo uma possível carreira, até então distante de você, um bom atalho entre o cursinho pré-vestibular e o mercado de trabalho são os cursos tecnológicos. Essa forma de graduação está em voga porque as relações de trabalho hoje estão cada vez mais voltadas para as especialidades e menos para a generalidade. Esses cursos são estruturados para atender a demandas específicas do mercado e isso faz com que tenham uma alta taxa de empregabilidade. Segundo o último levantamento do Centro Paula Souza, realizado em 2005, 95% dos alunos que concluíram Fatec (Faculdade de Tecnologia) em 2002 e em 2003 estavam empregados. “Existem vários nichos mercadológicos que precisam de um profissional com qualificação de nível superior, mas que ainda não é uma profissão regulamentada, como a área de estética. Por isso os cursos tecnológicos vêm suprir esta demanda de mão-de-obra”, explica Élcio Rivelino Rodrigues, diretor do curso tecnológico em estética e cosmetologia da Unifran. Outros benefícios, como a curta duração (em média de 24 a 36 meses), mensalidades mais baixas e conteúdo metodológico direcionado para a prática, fizeram com que estes cursos aumentassem vertiginosamente no Brasil nos último anos. Só em Franca existem 16 opções para tecnólogos. Alan Oliveira Santos, 20, está no primeiro ano do curso tecnológico em mecatrônica e fez essa opção por não ter condições de cursar engenharia em uma faculdade fora de Franca. “Eu já trabalho com mecânica e tinha feito um curso técnico em mecatrônica antes. Como não foi possível fazer engenharia, achei melhor optar por uma carreira de tecnólogo, que equivale a uma graduação e me dá uma formação prática em sistema de automação de máquinas”, diz. Mas nem só os novatos no mercado de trabalho podem usufruir destes benefícios. É o caso de Izabel Cristina Natal, que já era esteticista há 18 anos e resolveu cursar estética e cosmetologia e hoje colhe os louros. Ela ganhou um prêmio de esteticista do ano, em junho passado, na capital paulista. “Antes, essas áreas profissionais mais novas não tinham tanto reconhecimento e mercado como têm agora. Com certeza é um bom momento para investir nesses setores”, avalia.

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