O uso da via pública em Franca é dos mais caóticos. Isso ocorre devido ao desrespeito às regras de trânsito por parte dos condutores de veículos e mesmo pelo lado do pedestre. Basta uma volta pela cidade, para se defrontar com as maiores loucuras possíveis, a todo o momento. Pelo leque de contravenções, na maioria das vezes sem penalização alguma, o número de acidentes pode até ser considerado baixo.
De sua parte, dada a fragilidade de seu veículo, o ciclista parece um ser imune a tombos provocados por batidas, seguidas de tombos. Caso contrário, a quantidade de vítimas, até mesmo fatais, seria muito maior. A conduta do condutor de bicicletas é condenável, tendo em vista que além de colocar sua própria vida em risco, pode também afetar a integridade física de pedestres.
A começar pelo Centro, os ciclistas transitam pelos calçadões tranqüilamente. Imprimem alta velocidade, derrubam crianças e idosos. Na maior parte das vezes, causando lesões neles próprios e em quem simplesmente está andando; diga-se de passagem, num local apropriado para se andar a pé. Os policiais fingem que não vêem a movimentação de bicicletas no local.
Aliás, quando se trata de qualquer veículo motorizado, a polícia está sempre atenta. Não permite nunca o tráfego de veículos, quer no calçadão ou mesmo em uma rua de mão única, no caso de se estar na contramão. O condutor recebe multa pela infração e perde pontos na sua carteira de habilitação. Dependendo da situação, o veículo pode até ser apreendido.
No entanto, mesmo quando ocorre um comando policial, numa determinada rua ou avenida, os ciclistas que estão transitando na contramão não são importunados pelos policiais. Como não podem multar, eles fazem vista grossa para as bicicletas. No mínimo, poder-se-ia exigir que voltassem no sentido contrário àquele em que vinham trafegando. Isso já seria uma maneira de passar um pouco de educação sobre as regras de trânsito. Além do mais, a ação teria um caráter punitivo e educativo.
Só que ensinar por ensinar ninguém quer. A segurança está realmente embasada é na multa. Mas houve uma época em que a polícia fazia comandos de trânsito somente para fiscalizar ciclistas. Aqueles que eram flagrados na contramão tinham as câmaras de ar da bicicleta murchadas. Depois, eles podiam seguir seu caminho. Logicamente que empurrando a “magrela”.
Se o comandante da Polícia Militar passasse instruções escritas aos policiais, para que abordassem os ciclistas e murchassem as câmaras de ar das bicicletas, no caso destes serem flagrados transitando irregularmente, já haveria uma melhora na situação.
Com essa atitude, todos sairiam ganhando: condutores de veículos motorizados, pedestres e principalmente os ciclistas. Pois num acidente, na maioria das vezes, a vítima maior é o próprio ciclista. A não ser que a bicicleta atropele um pedestre. Nesse tipo de colisão, todos se machucam.
Antônio Araújo
Professor de redação – tonin.palavras@uol.com.br
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