ACS disse ter passado boa parte da vida estudando em seminários. Ao ser detido embriagado, ontem, falou que havia chegado do Piauí, onde teria ficado quatro meses evangelizando povos no interior do Estado. Dormiu na rodoviária e seguia no carro de um parente para Patrocínio Paulista no momento da abordagem. Por várias vezes, enrolou-se e não conseguiu responder às perguntas.
Comércio da Franca- O que foi que aconteceu?
ACS - Estava indo para casa visitar minha família e tomei um cerveja e quatro doses de pinga. Próximo ao Aeroporto, o policial me mandou estacionar. Parei e o pneu estourou, justamente no momento ali. Fui preso. Cheguei bacana. Acho isto um escândalo para mim (ser algemado).
Comércio - Não sabia que é proibido dirigir depois de beber?
ACS - Sabia, mas, tipo assim, não sabia que os carros estariam lá me esperando... Outra coisa também: eu tô (sic) chegando aqui, tô querendo ver o pessoal aqui... Isto, para mim, acho que não seria empecilho, como não foi.
Comércio - Acredita que estava bom para dirigir?
ACS - Tranqüilamente.
Comércio - Quase estourou o bafômetro...
ACS - (deu) 1.57 né? Quatro doses, sei lá... Entre quatro pingas, preferi tomar as quatro (falou a frase final em latim).
Comércio - Por que bebeu tanto na segunda-feira?
ACS - Eu posei na rodoviária. Não tinha nada para eu fazer.
Comércio - É verdade que chegou cantando na delegacia?
ACS - Cantei, não. Só tropecei na escada. Posso ter dançado, sim. Só acho o seguinte... esta especulação... as coisas não são assim, não. Deveria se manter mais, sabe, em silêncio. Fui azarado hoje, mas nunca ninguém viu as coisas boas que fiz antes.
Comércio - O que fez de bom?
ACS - Não preciso me enaltecer. Simplesmente tenho espírito franciscano, gosto de pobreza... bebo pinga por causa disto, acho. Não bebo uísque. Cê (sic) entendeu?
Comércio - Seu negócio é cachaça?
ACS - Bebo. Boa sua pergunta, interrogativa ótima, mas deixa eu te falar um negócio: isto, eu fiz por mero e simples prazer.
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