Enfermeira é suspeita de queimar bebê durante o banho em hospital


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PEDINDO EXPLICAÇÕES - Alexandre Henrique da Silva mostra na tela de computador foto que tirou do filho com o ferimento na região das nádegas
PEDINDO EXPLICAÇÕES - Alexandre Henrique da Silva mostra na tela de computador foto que tirou do filho com o ferimento na região das nádegas
Um bebê com poucas horas de vida foi queimado na Santa Casa de Patrocínio Paulista. O caso aconteceu no último sábado. onze horas depois de nascer, Eduardo Henrique Jesus Bento da Silva foi levado, por uma enfermeira, do quarto onde sua mãe está internada para tomar banho. Quando retornou, sua avó percebeu que o menino estava inquieto e chorando muito. Ao tirar a roupa da criança, a avó viu o ferimento. Eduardo nasceu às 19 horas da sexta-feira, pesando 3 quilos e medindo 50 centímetros. Segundo os familiares, o menino não tinha qualquer ferimento no corpo. Na manhã do sábado, uma das enfermeiras da maternidade veio pegar a criança para dar banho. “Estava tudo normal até que a enfermeira trouxe meu neto de volta. Foi quando percebi que algo estava errado. Ele chorava muito. Passados alguns minutos, as enfermeiras vieram novamente e o levaram para o berçário. Fomos atrás, mas ninguém informava nada. Elas estavam correndo de um lado para o outro. Depois elas deixaram ele no quarto chorando, então, resolvi tirar a roupa dele e vi o bumbum em carne viva”, disse Wanda de Jesus Gomes, 44, avó de Eduardo. Após constatarem as queimaduras na nádega do bebê, os familiares procuraram explicações na administração do hospital. O pai da criança, Alexandre Henrique da Silva, 27, disse que uma médica chamada Regina confirmou que os ferimentos eram uma queimadura. “Recebi a notícia quando estava em casa. A médica que atendeu meu filho me disse que o ferimento nele era uma queimadura de segundo grau provocada por água quente. Só espero que o culpado por isso tudo seja punido”, disse. No hospital, o bebê foi transferido para um quarto particular e recebeu acompanhamento de um cirurgião plástico, que analisou o ferimento e garantiu que não deixará seqüelas. “A pele do recém-nascido se regenera muito rápido. Não tenho como dizer qual o grau da queimadura, mas a criança está bem e já vai ser liberada”, disse o cirurgião plástico Ederson Alexandre Cintra. Procurada para comentar o caso, a diretoria da Santa Casa de Patrocínio disse que abrirá um procedimento administrativo para apurar as causas do ferimento. A família registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal. A Polícia Civil também instaurou inquérito para investigar responsabilidades.

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