O Ministério Público impugnou a candidatura à reeleição do vereador Marcelo Mambrini (PMN). O promotor eleitoral Carlos Henrique Gasparotto justificou a decisão dizendo que pesam contra Mambrini duas acusações de improbidade administrativa. Uma delas é referente a um concurso realizado na Câmara Municipal, enquanto ele era presidente da casa, que apresentava irregularidades. A outra é de que o vereador dividia salários com uma ex-assessora.
Essa é a quarta impugnação a candidatos feita pelo MP em Franca. Mambrini afirma que recorrerá à Justiça para tentar reverter a situação.
Em junho de 2006, enquanto presidente da Câmara, Mambrini contratou o Uni-Facef (Centro Universitário de Franca) para promover concurso para contratação de advogados. Na época, o promotor Paulo Borges abriu inquérito para investigar denúncia de plágio das questões. Constatou que 27 das 30 perguntas tinham sido copiadas integralmente de um exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) aplicado em dezembro de 2001. “Não esperava isso agora. A Uni-Facef propôs fazer a devolução do dinheiro aos candidatos. Era uma situação que para mim estava resolvida”, disse Mambrini.
O caso do concurso não foi o único a ressurgir em meio à campanha eleitoral. O vereador também é acusado de pegar para si metade do salário de uma assessora - em torno de R$ 800 por mês. A denúncia veio à tona em dezembro de 2007 e há uma ação civil pública contra ele em trâmite.
Mambrini de disse surpreso com a atitude do promotor e acredita que as duas situações não justificam a impugnação. “A Justiça ainda nem aceitou a denúncia. Não entendo o que está acontecendo”, disse, referindo-se à suposta divisão de salários.
Além de Mambrini, outro candidato pelo PMN, Alfredo Bonini Mendes, teve a candidatura impugnada. De acordo com o MP, Bonini se envolveu em um acidente de trânsito e não teria ressarcido os danos às vítimas. A ação corre no Juizado Especial. O presidente regional do PMN, Gilberto Borges, disse que procurará a Justiça Eleitoral e apresentará a defesa dos dois candidatos. “Ainda não fui informado, mas vamos recorrer sim”.
MAIS IMPUGNAÇÕES
O PTN foi o primeiro partido a enfrentar impugnações pelo Ministério Público no processo eleitoral deste ano. Antônio Donizette de Campos e Batuir Albino Teodoro também foram barrados por terem condenações na Justiça Criminal. Jonas Moreira, presidente regional do PTN, disse que Batuir apresentará sua defesa e acredita que não haverá problemas na sua candidatura. Já Antônio Donizette não é mais candidato pelo partido.
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