O número é assustador. Até a tarde de sexta-feira, 11, exatas 50 pessoas já haviam morrido vítimas de acidente de trânsito em Franca e região este ano. O levantamento foi feito com base no banco de dados do Comércio e leva em conta apenas as ocorrências registradas na área urbana e nas cinco principais rodovias que cruzam o município. As estradas foram as responsáveis por 70% das mortes. Foram 35 vítimas fatais nas pistas e 15 nas ruas e avenidas de Franca. Para as autoridades, a imprudência é a principal explicação para tantas tragédias.
A Rodovia Cândido Portinari lidera o ranking da matança com 15 mortes, a ampla maioria registrada no trecho de pista simples entre Franca e Rifaina. No caso mais grave, ocorrido dia 28 de março, um único acidente, envolvendo uma perua e um caminhão, matou cinco pessoas na “curva da morte”. No dia 20 de abril, a mesma pista voltou a assustar, quando uma colisão frontal entre dois carros, um dos quais pela contramão, deixou três mortos nas proximidades da ponte do Jardim Paineiras. Mesmo a parte duplicada entre Franca e Batatais foi palco de três óbitos no ano.
Em segundo lugar entre as que mais matam na região, duas rodovias aparecem empatadas: a João Traficante (Ibiraci) e a Ronan Rocha (Itirapuã) registraram sete mortes cada até a última sexta-feira. Foi na estrada Franca Ibiraci que cinco pessoas morreram, no sábado de Carnaval, quando o Monza que ocupavam capotou e foi parar em uma ribanceira perto da divisa de Minas Gerais com São Paulo.
A Rodovia Fábio Talarico, que liga Franca a São José da Bela Vista, foi a responsável por cinco mortes, enquanto a Nestor Ferreira (Restinga) provocou um acidente fatal. Foi no domingo, 18 de abril, quando um homem foi atropelado após o tradicional passeio entre as duas cidades.
Para o sargento Pedro Donizete Ferreira, comandante interino da Polícia Rodoviária, no geral, as rodovias locais possuem boas condições e são bem sinalizadas. “A maioria dos acidentes é provocada pelos motoristas. As causas principais são a falta de atenção, o excesso de velocidade e o desrespeito à sinalização. É preciso dirigir com mais cuidado e utilizar sempre a direção defensiva”.
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MORTES NA CIDADE
A área urbana foi responsável por 15 das 50 mortes ocorridas este ano na região de Franca. Os acidentes se deram de maneira pulverizada e não há um ponto considerado mais crítico. A Avenida Doutor Hélio Palermo, com três mortes, aparece em primeiro lugar entre as vias que mais mataram na cidade. A falta de proteção do córrego e as intermináveis obras são características da avenida. A Miguel Sábio de Melo, a Alonso y Alonso e a Brasil registraram duas vítimas fatais cada.
Atropelamentos, batidas contra postes e muros e colisões entre veículos foram as causas principais. Segundo o Corpo de Bombeiros, os excessos dos condutores explicam o elevado número de acidentes. “Além da correria, o pessoal abusa do álcool e dirige sem atenção. A falta de experiência é outro problema”, conta o soldado Edson.
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