A necessidade da montagem de uma unidade semi-intensiva infantil se deve também ao crescente número de casos de câncer infanto-juvenil. No Hospital do Câncer de Franca, que atende 22 cidades num total de 700 mil habitantes, o número de crianças vítimas da doença deve passar de 50 para 70 até o fim de 2008. A previsão é do médico oncologista pediátrico Reynaldo José Sant’Anna Pereira de Souza com base em projeções do Inca (Instituto Nacional do Câncer).
Segundo o médico, a maioria dos casos de câncer em crianças é de leucemia, seguido de tumores no cérebro. O tratamento inclui quimioterapia, radioterapia e até cirurgias, de acordo com o tipo e a gravidade da doença. Em alguns tratamentos, a criança fica debilitada e precisa se afastar de atividades cotidianas, como ir à escola. “Isso acontece muito no caso da leucemia, mas, mesmo assim, a criança tem direito ao estudo e recebe todo o acompanhamento de um professor em casa, em outras situações o tratamento é mais tranqüilo e o paciente consegue manter as atividades”, explicou Souza.
O oncologista disse que, em média, têm aparecido, por mês, de dois a três novos casos de câncer em crianças. Os motivos seriam um maior acesso aos serviços de saúde, a complicação dos fatores genéticos e o crescimento da população. “Antes as pessoas não tinham tanto acesso à informação e exames, as crianças morriam e não se sabia o porquê. Com mais acesso aos serviços de saúde, aumentou o número de descobertas da doença”.
Souza afirmou que, até setembro do ano passado, havia 30 casos de crianças e adolescentes com câncer. Com a inauguração da nova ala de oncologia infanto-juvenil “Rionegro & Solimões” do HC, o número ampliou para 50 e deve fechar o ano entre 60 e 70 casos. “O crescimento é notório e preocupante, por isso a importância de se ter uma unidade de terapia semi-intensiva”.
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