Os católicos formam uma grande família realmente. Faz muito tempo que a religião existe mas seus dirigentes cometem sempre os mesmos erros. É uma ironia a igreja pegar o mérito de que criou as universidades e o método científico. O povo não tem memória, e nem o hábito da pesquisa. A época mais negra da humanidade foi quando um dos seus Papas, Inocêncio III (1198 a 1216), proferiu em 1204, a maior blasfêmia da história da humanidade: “Ides, em nome de Deus”. Mandava, com esta ordem, milhões de crianças de 13 a 18 anos lutarem contra experiente turcos, em busca do controle do Santo Sepulcro. A tecnologia humana está atrasada em mais de 800 anos, culpa da Igreja Católica que mandava queimar os sábios. Os tesouros da Igreja em sua maior parte, era conseguido através de lutas sangrentas, destruindo famílias e dizimando cidades. Vendia também indulgência a quem transferisse seus bens à igreja, como se a fortuna de malfeitores pudesse tirá-los de sofrimentos futuros. O demônio é o maior aliado de todas as religiões, que o usam para amedrontar os fiéis. O que é o inferno perto de uma bomba atômica? Aquele ser bizarro chifrudo, olhos vermelhos lançando fogo pelas ventas, e com um tridente na mão cutucando o traseiro dos pecadores e lançando-os na fogueira eterna não é nada perto do poderio atômico da União Soviética e dos Estados Unidos. Fico triste com a cegueira espiritual que as religiões colocam nas mentes dos seus fiéis. Foram poucos os que leram o Evangelho e o entenderam. As maiorias dos “religiosos” olham para as religiões rivais até com um certo desprezo e pena. Julgam-se superiores, achando que vão ser salvos, orgulhosos de si mesmos e se projetando ao mais alto degrau de uma falsa espiritualidade. O fanatismo deixa-nos vulneráveis aos manipuladores de consciência tirando a razão e fundamentado-os em uma falsa fé. Não sou contra nenhuma religião. Acho que devemos deixar a preguiça de lado e ler mais vezes o Evangelho e procurar entendê-lo.
Valentim Miron
Franca - SP
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