Cadê o pai do Francenildo?


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Há algum tempo a Editoria do Opinião do Comércio publicou texto do articulista Alexandre Leonel (hoje, com mérito, colunista fixo das sextas-feiras do jornal) contendo interessante pergunta: “Cadê o Francenildo?” (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/ materia.php?id=28087). Acho que Leonel devia ter perguntado, isto sim, “Cadê o pai(?) do Francenildo?”, pois ele foi que sumiu igual a chapéu velho. O Francenildo foi vivo: embolsou R$ 20 mil no dia seguinte em que declarou - sem mais nem menos que o Pallocci freqüentava determinada casa em Brasília. Inventaram um pai do rapaz, que teria feito um depósito do dinheiro – por coincidência – também no dia seguinte à momentosa declaração... Se o dinheiro fosse depositado na conta de um coitado do PT, o negócio teria outro fim, tudo na base do “ia”: “seria” uma compra de declaração; “envolveria” a alta cúpula do PT; “Poderia” estar envolvido até o Presidente da República. O pior é que ninguém nunca viu o tal “pai”, ninguém sabe seu nome, ninguém sabe se ele tinha lastro na sua declaração do Imposto de Renda para dar R$ 20 mil de mão beijada pra alguém. Como diria o Lula, “nunca ninguém, na história deste País ganhou um dinheiro tão fácil como aquele rapaz.... Uma declaraçãozinha só valeu R$ 20 mil pratas... Melhor do que jogar na Bolsa de Valores...” Mais fácil que isso seria apurar quem ficou com a grossa comissão da venda da Cia. Vale do Rio Doce por “exatos R$ 3.199.974.496,00”, em maio de 1997 (na “gloriosa” era FHC), quando a empresa valia “exatos R$ 92 bilhões”, como escreveu o colunista Ancelmo Góes no jornal Diário de São Paulo do dia 4 de agosto de 2006. Até o padre aqui da Igreja Senhor dos Passos, em frente de casa, quer anular a venda e já correu um abaixo-assinado entre os fiéis. Com a elite, porém, não acontece nada. Nem a privatização do Banespa foi investigada... Henrique O. Marconi Francano, advogado tributarista e escritor, residente em Santos/SP

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