A Secretaria de Saúde de Franca encontrou um morcego infectado pelo vírus da raiva. A captura ocorreu no fim do mês passado e o resultado dos exames feitos no Instituto Pasteur de São Paulo foi divulgado anteontem. O animal estava caído no chão, próximo ao antigo Shopping do Fabricante, localizado na Avenida Doutor Hélio Palermo, na região das Vilas Guilherme, Santa Maria do Carmo, Santa Tereza e adjacências.
Para evitar proliferação do vírus, a Prefeitura adotou três ações imediatas: vacinação anti-rábica de cães e gatos que vivem nas proximidades, captura de animais errantes e de morcegos e análise dos órgãos deles para controle da circulação do vírus responsável pela doença.
A equipe da Vigilância Ambiental iniciou nesta sexta-feira a “varredura” para reforçar a vacinação contra raiva de cachorros e gatos de casa em casa num raio de até 500 metros do local onde o morcego doente foi capturado. Animais abandonados nas ruas daquela área serão levados pela carrocinha até o Canil Municipal, onde permanecerão por até cinco dias, prazo máximo para serem resgatados pelos donos.
Expirado o prazo, serão sacrificados e seus cérebros encaminhados para análise em São Paulo. Desde 16 de abril uma lei estadual proíbe a eutanásia de bichos recolhidos das ruas, mas há exceções. ‘Temos o respaldo da lei para sacrificar caso haja risco à população, como é o caso naquela área. Vamos realizar todos os procedimentos de prevenção e combate à doença’, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira. Os bichos levados pelos proprietários serão acompanhados em suas casas.
Os cérebros dos morcegos capturados em prédios abandonados, praças e túneis do Córrego dos Bagres daquela região também serão analisados para saber se há mais algum infectado. “A raiva está diretamente ligada aos cães. O morcego foi encontrado caído no chão. Os cachorros podem ter brincado, cheirado, mordido e sido atacados pelo morcego doente e se foram infectados, poderão passar para as pessoas. Nos humanos a raiva tem 100% de letalidade”, explicou Alexandre.
DE OLHO
O controle da raiva é feito por cinco ações principais: projetos de educação e saúde que incentivam a posse responsável; campanhas de vacinação anti-rábica anual; captura de morcegos nas áreas urbana e rural; monitoramento da circulação do vírus da doença através de exames e recolhimento de animais errantes pela carrocinha.
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