Preso foge da cadeia e pede para voltar


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Carcereiros e agentes da DIG recolocam presos na cela de onde dois detentos extorquiam, por telefone celular, mãe de um colega de cela
Carcereiros e agentes da DIG recolocam presos na cela de onde dois detentos extorquiam, por telefone celular, mãe de um colega de cela
Um detento da cadeia pública do Jardim Guanabara deixou a prisão na tarde do último domingo, em meio aos visitantes, sem ser notado pelos carcereiros. Trata-se de WRR, 19, preso por tráfico de drogas. Detalhe: sua fuga não foi sequer notada nos dias que se seguiram. O fato só foi descoberto porque ele próprio decidiu voltar para a prisão na tarde de quinta-feira. O caso é investigado, desde então, pela Corregedoria da Polícia Civil, que vai apurar se houve facilitação para a fuga. A Corregedoria investiga, ainda, outro problema ocorrido no “cadeião”: um preso estaria extorquindo a mãe de outro preso, com um telefone celular, a partir de sua cela (leia mais no apoio). Após deixar a cadeia no domingo, WRR se arrependeu, procurou um advogado e contou que havia fugido pela porta da frente. O representante do detento, a seu pedido, procurou a polícia que, só então, tomou conhecimento do episódio. “O advogado dele entrou em contato comigo dizendo que seu cliente havia fugido e queria voltar para a cadeia”, disse o delegado Wanir José da Silveira, que responde interinamente pela unidade. A decisão de retornar foi tomada por WRR também por ele temer que sua situação piorasse diante da fuga e sua pena pudesse ser ampliada. Como achou que a polícia estava a par de seu ato, resolveu voltar para a prisão antes de ser declarado foragido. “No entender do advogado, seu cliente tem grandes chances de ser absolvido das acusações de tráfico, uma vez que ainda não foi condenado”, disse Wanir. O advogado não quis comentar o caso. O criminoso não deu detalhes de como conseguiu passar despercebido pelos carcereiros que trabalharam no dia. Nem na conferência semanal dos presos, feita após as visitas, os policiais se deram conta da fuga. Assim, ele ficou quatro dias solto, andando livremente pelas ruas.”Franca tem mais de 400 presos. Não queremos dar desculpas, o policial que falhou vai ser responsabilizado, mas temos que entender que é uma cadeia tumultuada, complicada e erros podem ocorrer”, disse o delegado. “Acredito que no fim de semana seria feita uma contagem mais detalhada e no máximo até domingo a fuga seria descoberta”.

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