Economia no inverno


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Nos últimos anos cresceu a conscientização não só das empresas, mas também da população em geral para uma utilização mais adequada da eletricidade. O funcionamento de equipamentos como lavadora, secadora, ferro de passar exige um melhor planejamento doméstico de modo que eles apenas sejam ligados com uma quantidade otimizada de roupas para aproveitar plenamente o seu funcionamento, sem desperdício de eletricidade. Com eletrodoméstico de outras características, também é possível utilizá-los com mais performance e menos consumo de eletricidade. O chuveiro, por exemplo, é o campeão de consumo residencial e representa de 25% a 35% da conta de luz de uma família. Ao utilizá-lo, com a chave no modo “inverno”, o acréscimo no consumo é de cerca de 30% com relação ao modo “verão”. Além disso, no inverno, o tempo de permanência no banho normalmente aumenta, o que demanda mais energia. O ideal, em relação a esse eletrodoméstico indispensável, é que as pessoas mantenham um equilíbrio no tempo do banho durante o ano todo. A iluminação de uma residência, em média, representa de 15% a 20% do valor da conta de energia. Nos banheiros, cozinhas e lavanderias, o ideal é substituir as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que consomem menos energia, iluminam mais e podem durar até dez vezes mais. A economia com essa opção pode atingir quatro vezes menos consumo, com igual resultado de iluminamento. Em relação a ambientes, como salas e quartos, as lâmpadas podem ter uma potência menor, com mais economia. Durante o dia, sempre que possível, deve-se aproveitar a iluminação natural com menor acionamento da luz artificial. Essas medidas de conscientização, para uma prática mais consciente na utilização de um recurso tão escasso com a eletricidade, vêm acompanhadas de outras iniciativas que principalmente as empresas começam a implementar. Veículos elétricos estão sendo testados pela CPFL Energia para substituírem modelos movidos a combustível fóssil. Parceria com a Unicamp prevê a distribuição de motocicletas elétricas para estudantes. São modelos similares a uma motocicleta com 50 cilindradas, que funcionam com bateria alimentada para uma autonomia de 50 quilômetros. Além de ser ambientalmente correta, a opção por motos elétricas tem na economia outro atrativo interessante. Para cada quilômetro percorrido, é necessário apenas um centavo de energia elétrica. Com emissão zero e sem agravamento do aquecimento global, os veículos elétricos são uma importante contribuição para a sustentabilidade do planeta. Iniciativas como essa característica colocam o Brasil na vanguarda das soluções das questões ligadas ao abastecimento de energia, sem agressões ao meio ambiente. Esse paralelo de providências, adotadas por empresas, instituições, pessoas comuns tem se revelado uma contribuição louvável na defesa do nosso meio ambiente. No qual a economia de energia no inverno é apenas uma parte, mas certamente uma forte iniciativa em busca de um horizonte melhor para todos nós. Eduardo Basile Jr. Gerente regional Nordeste da CPFL Paulista

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