Um borracheiro detido acusado de dirigir embriagado usou o direito constitucional de não levantar prova contra si e escapou da cadeia. A estratégia usada foi se recusar a ser submetido ao teste do bafômetro. Responderá ao processo em liberdade.
Na tarde de quarta-feira, AMR, 54, que seria um ex-policial militar, foi surpreendido dirigindo um Chevete verde perigosamente pela Rua Francisco Marques, Vila Nova. Por pouco não atingiu o carro de um instrutor de auto-escola e quase teria pego uma criança na calçada.
Populares chamaram a polícia e o borracheiro entrou em um posto de combustível. Derrubou pneus de proteção e passou sobre alguns macacos. Detido pelos PMs, falou com a reportagem e, com frases sem sentido, admitiu ter ingerido bebida alcoólica. “Eu bebi, sim. Sou eu (sic). Bebi 51 (pinga). O que mais você quer saber?”.
Perguntado sobre a menina que quase atropelou, disse não saber. “Que menina é esta? Então, eu tô doido”. Conduzido à delegacia, não quis fazer o teste do bafômetro. “Determinei que fosse recolhido material para o exame de sangue. Neste caso, dependemos do resultado, que não sai na hora, para elaborar o flagrante. Tomamos todas as medidas cabíveis, como apreender o carro e a habilitação, além de aplicar a multa, mas não tivemos como prendê-lo”, explicou o delegado João Walter Tostes Garcia.
O borracheiro responderá em liberdade a processo por dirigir embriagado. Seu indiciamento pelo crime dependerá do resultado do exame de sangue.
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