O promotor do Meio Ambiente Fernando de Andrade Martins acompanha o andamento das obras na represa do Clube Castelinho. Para ele, as obras na represa “são um mal necessário”. O Promotor acompanhará a próxima reunião entre representantes do clube, da Prefeitura e do Daee, marcada para o dia 30 de julho. Nela ficará decidido quem assumirá a segunda fase das obras.
Comércio da Franca - Qual a preocupação da Promotoria com a represa?
Fernando Martins - A preocupação da Promotoria é comum à preocupação do município, do Daee e do próprio Castelinho. Todos sabem que Franca tem um problema histórico de deficiências de drenagem e a represa do Castelinho tem sido vista como um ponto de controle das águas das chuvas. Se as chuvas forem muito intensas, será possível segurar a água na represa enquanto a água do Cubatão e do Bagres escoa.
Comércio - Serão plantadas 7 mil mudas no clube. Qual objetivo dessa determinação?
Fernando - As margens da represa são consideradas áreas de preservação permanente. Como houve intervenção para fazer a limpeza e aprofundamento do leito, foi preciso eliminar vegetação, então será preciso recompô-la. O Zoobotânico cederá as mudas.
Comércio - Capivaras e aves que viviam no local migraram. Isso prejudica o ecossistema?
Fernando - Não. É preciso equacionar o interesse preponderante. O que prepondera o interesse das capivaras ou da população em ter um controle da vazão das águas? As capivaras são animais dignos de proteção, mas são uma espécie rústica que se encarrega de mudar de lugar quando há intervenção no habitat. No momento que isso terminar, certamente, as capivaras e seus carrapatos estarão de volta.
Comércio - O senhor disse que as obras na represa são um mal necessário...
Fernando - O volume sólido da represa era impressionante. O leito foi sobrecarregado com partículas vindas dos bairros. Foi feita uma limpeza enorme. A drenagem da cidade torna necessário a existência de uma espécie de “piscinão”, como será a represa do Castelinho.
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