Tempo frio e baixa umidade do ar. Essa combinação tem levado centenas de francanos aos hospitais e postos de saúde diariamente. O médico Homero Antônio Rosa Júnior, da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura Municipal, disse que o aumento nos atendimentos relacionados a doenças respiratórias em Franca chega a 40% nesta época do ano. “Estamos há alguns dias com a umidade relativa do ar muito baixa e isso favorece o aparecimento de doenças com quadros alérgicos, virais ou infecciosos”, explicou.
Os grandes vilões desta estação geralmente são asma, sinusite, gripe, resfriado, pneumonia e rinite. “Como muitas destas doenças têm sintomas parecidos, é bom sempre consultar um médico para avaliar o quadro e nunca fazer automedicação. O importante é identificar a causa e não apenas tratá-la superficialmente”, alerta Rosa Júnior.
O Hospital da Unimed de Franca também registra um aumento significativo no atendimento a casos de gripe, resfriado e pneumonia. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, “esse aumento é sazonal e segue a mesma tendência registrada nos invernos dos anos anteriores”.
A pequena Yasmin Alves Alexandre, de 1 ano e 11 meses, é uma das vítimas desta época. “Trouxe ela no ambulatório municipal pra consultar e ver se é gripe. Ela está com febre, coriza e tossindo muito. Com esse tempo seco ela passa muito mal, pois tem alergia desde bebê”, disse a mãe da garota, Taila Cristina da Silva Alves. Ela conta ainda que conhece várias pessoas que estão com os mesmos sintomas da filha, especialmente um sobrinho de quatro anos que sempre tem crises respiratórias.
Para diminuir esses problemas, a dica dos médicos é umidificar o ambiente com bacias de água e panos úmidos nas janelas e portas. O vaporizador e umidificador de ar também são boas alternativas. As vacinas também são uma grande arma contra algumas doenças como a gripe (vírus influenza) e pneumonias, indicadas para quase todas as faixas etárias. “O ideal é que a vacinação ocorra no início do outono, explica Simões. No caso dos idosos, a vacina anti-gripal é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e distribuída gratuitamente pelo Governo Federal nos postos de saúde.
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