Karin Hannouche, tradicional comerciante francano, morre aos 72


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Karim Hannouche morreu ontem e será sepultado hoje, 10 horas, no Cemitério da Saudade
Karim Hannouche morreu ontem e será sepultado hoje, 10 horas, no Cemitério da Saudade
Morreu ontem em sua casa, aos 72 anos, o conhecido comerciante francano Karin Hannouche, vitimado por um câncer diagnosticado há 5 anos e complicações derivadas da impossibilidade de tratamentos mais rigorosos, em função do diabetes. Esteve lúcido até seus últimos momentos e, como disse sua mulher, “parece que aguardou a oportunidade de ver a filha Sâmia, que trabalha em São Paulo, para partir”. Há um mês, Karin foi internado no Hospital São Joaquim sem registrar melhoras. O agravamento de seu quadro clínico também se deu por arritmias que evoluíram para uma parada cardiorrespiratória ontem. Ele nasceu em Damasco, na Síria, e chegou ao Brasil já casado com Suhela quando tinha 20 anos. Foi um dos 9 filhos do casal Habibe Elias Hannouche e Zahia, que imigrou para Goiânia (GO) ao início da década de 50, em busca de “fazer a vida”. Karin tornou-se comerciante do ramo de tecidos em Franca. Foi proprietário da Casa Brasil e do Mercadão Damasco, conhecidos endereços comerciais da cidade. De seu casamento, teve três filhos, Jamil, vice-presidente de Universidades do Banespa/Santander, casado com Telma Meirelles Hannouche; Sâmia, gerente de Comunicação da Francal Feiras e Habibe. Também, duas netas, Fabiana e Daniela. Completou, com a mulher, 52 anos de casamento. Era um homem duro e objetivo. “Precisou se adaptar à cultura brasileira, muito diferente de tudo em sua terra natal e construiu sua forma de ser. Agiu, como pai, no sentido de garantir a que os filhos tivessem parte de sua objetividade”, disse a filha Sâmia ao Comércio. Em sociedade mostrava seu lado festeiro e era um “exímio cantor de músicas árabes”. Foi rotariano e participou intensamente das atividades do Clube de Campo da Franca. O corpo de Karin está sendo velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento acontecerá hoje (dia 10), 10 horas, no Cemitério da Saudade.

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