O diretor-administrativo da Câmara Municipal, Afonso Teodoro Filho, representou na última sexta-feira, no Ministério Público, contra seu subordinado, José Carlos Granzotti, sob acusação de ele ter apresentado um atestado médico falso para se ausentar no trabalho e prestar serviços “por fora” para um partido político.
A ordem para que Afonso representasse contra Granzotti partiu do vereador Marcelo Mambrini (PMN). “O Afonso me contou o caso e eu solicitei para que ele fizesse a representação em meu nome”, disse Mambrini ao Comércio. Afonso não foi encontrado ontem, pelos telefones residencial e celular, para falar sobre o assunto.
Granzotti afirma, em entrevista gravada, que tudo não passa de “perseguição” e um mal-entendido. Ele reconhece que se ausentou do trabalho por cerca de uma hora por motivos parti-culares. “Eu não tinha ido ao médico. Fui a dois bancos e disse isso para ele parar de me encher o saco”, afirmou. “Não existe atestado algum. Eu não fui ao médico”.
O promotor de Justiça que está à frente do caso, Carlos Henrique Gasparotto, não foi encontrado ontem para comentar a divergência.
MAIS UMA
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) também foi alvo de uma representação na Promotoria. A denúncia é de que teria feito propaganda irregular na inauguração do projeto “Escola Digital”, em 24 de junho, na Escola “César Oliveira”, no Jardim Brasilândia. Na ocasião, teria enaltecido rea-lizações de sua administração (a partir de 2005).
O diretório municipal do PT entrou, então, com queixa de propaganda irregular do tucano.
O MP abriu procedimento, que está sob responsabilidade do promotor Décio Piola. Ontem, ele não foi encontrado para falar sobre a apuração.
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