Para discutir projetos de cooperação tecnológica em irrigação, tecnologia e intercâmbio agrícola, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Israel, Shalom Simhon, visita hoje à tarde o Sítio São Sebastião, em Restinga, e a Coonai (Cooperativa Nacional Agro Industrial), em Brodowski.
Ontem Simhon visitou Ribeirão Preto, onde conheceu sistemas de irrigação para a agricultura. Na empresa Netafim Brasil, uma multinacional de origem israelense, ele teve acesso ao sistema kifnet, produzido para atender principalmente à agricultura familiar, hortas e pequenas plantações. Na agenda regional do ministro, consta ainda uma visita à Usina de Açúcar e Álcool de Jaboticabal.
Durante a visita a Restinga e Brodowski, Simhon pretende mostrar aos brasileiros as técnicas de reciclagem de água, utilizando resíduos orgânicos e água salgada. Em Israel, o setor agrícola utiliza muito pouco fertilizante químico e a produção de insumos é baseada em produtos orgânicos feitos a partir de da matéria-prima de aves, mosquitos e insetos em geral. “Procuramos fazer um produto mais natural possível, mais adequado ao consumo humano”, disse o ministro israelense ao desembarcar no Brasil na última segunda-feira.
Segundo a assessoria do ministro Shalom Simhon, o objetivo desses encontros é dar continuidade ao acordo econômico para cooperação bilateral assinado entre as duas nações em dezembro de 2007, cujo teor propõe intensificar a transferência de conhecimento técnico entre os dois países, por meio da cooperação tecnológica em irrigação, tecnologia e intercâmbio agrícola entre associações e organizações brasileiras e israelenses.
Em Brodowski, Simhon visitará a Coonai (Cooperativa Nacional Agro Industrial), empresa que está no mercado lácteo desde 1941 e reúne atualmente 1.432 cooperados distribuídos em 57 municípios de São Paulo e Minas Gerais.
RELAÇÕES COMERCIAIS
No início de sua visita oficial, no dia 8 de julho, o ministro Simhon esteve reunido com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Reinhold Stephanes, em Brasília. Na ocasião, o representante do governo brasileiro solicitou o reconhecimento do Estado do Paraná como livre da febre aftosa para viabilizar a exportação de carne bovina da região para Israel. Já a autoridade israelense declarou interesse em exportar para o Brasil produtos vegetais, como o salgueiro e uma espécie de palmeira.
Os dois países possuem laços comerciais que atingem a cifra de US$ 500 milhões em intercâmbio agroindustrial ao ano. O Brasil apresenta carne, soja, milho e café verde como principais produtos de exportação e importa de Israel suas tecnologias de irrigação, fertilizantes e sementes de hortícolas.
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