O feriado da Revolução Constitucionalista, mais uma vez, foi marcado por uma solenidade em homenagem aos 700 homens e mulheres que voluntariamente lutaram contra as tropas do presidente Getúlio Vargas em 1932.
Logo depois das 9 horas, na Praça Nove de Julho, no Centro de Franca, os atiradores do Tiro de Guerra, representando o Exército Brasileiro, apresentaram os símbolos nacionais e executaram uma salva de tiros, acompanhados pela Polícia Militar e Guarda Civil Municipal.
A Sociedade Banda Musical de Franca executou o Hino Nacional e, em seguida, foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos francanos mortos na batalha.
IMPORTÂNCIA
Sérgio Buraneli, comandante da Guarda Civil e representante do Poder Executivo, no evento, destacou a importância da participação dos francanos nas tropas que lutaram contra o então presidente Getúlio Vargas. “É uma data importantíssima porque marca a bravura que os francanos tiveram de deixar seus lares e familiares para defender um direito do povo brasileiro”, declarou.
O ex-lavrador Petronilho Theodoro da Silva, que lutou nas forças revolucionários aos 23 anos, é atualmente o único voluntário francano ainda vivo.Ele compareceu à homenagem e simpaticamente posou para fotografias e concedeu entrevistas. Aos 101 anos de idade, “Seu Petronilho” disse que lembra com clareza como foi aquele evento histórico. “Eu combati em Rifaina, Limeira, Campinas e outros lugares e, pra mim, a hora do combate era uma brincadeira”, contou. “Eu nunca atirei para matar. Só atirava abaixo do joelho ou por cima da cabeça e de uma distância de mais de um quilômetro”, completou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.