Câmara mantém propaganda em muros


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O projeto que previa a proibição da propaganda política em muros foi rejeitado pelos vereadores na sessão de ontem da Câmara Municipal. A matéria entrou na pauta em regime de urgência e necessitava de pelo menos dez votos para ser aprovada e incluída no Código de Posturas do Município. Somente sete vereadores votaram favoráveis. O autor do projeto, Jepy Pereira (PSDB), irritou-se e criticou os outros sete parlamentares que foram contrários. Para estes, a aprovação de uma lei do tipo no período de campanha eleitoral prejudica os candidatos que já “compraram” muros para fazer propaganda. “O jogo já começou e não podemos aceitar mudanças de regras agora. Iríamos tirar a chance de um líder comunitário chegar à Câmara. É uma hipocrisia isso”, disse, na tribuna, Gilson Pelizaro (PT). “Apenas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode dizer o que é certo ou errado em uma campanha”, completou. Valter Gomes (PSB), que também votou contra, disse que seria injusto mudar normas já estabelecidas pela legislação eleitoral e restringir ainda mais as formas de propaganda, já bastante “enxutas”. “Acho que precisamos preservar a cidade, mantê-la limpa e fazer uma eleição justa. Mas já existem normas para as propagandas”, afirmou. Jepy não gostou da decisão dos vereadores. Para ele, há incoerência no fato de vereadores assinarem favoráveis ao regime de urgência e contrários ao projeto. “Perder ou ganhar na Câmara é uma coisa natural, mas essa foi uma grande incoerência. São pessoas que não têm personalidade”, disse, irritado. O tucano, na tribuna, foi irônico ao pedir desculpas à vereadora Graciela Ambrósio. Ele, recentemente, fez críticas a ela por ter chamado a Câmara de frouxa, em entrevista concedida ao Comércio, em 13 de abril último. “Acho que a Doutora Graciela tem uma certa razão (...) Muitos aqui são frouxos, que com uma pressão de meia dúzia mudam o voto e suas convicções vão para o buraco”. PAUTAS Das outras pautas que constavam na ordem do dia uma foi aprovada e outra adiada. O projeto de Nirley de Souza (DEM), que obriga as concessionárias de automóveis a plantar uma árvore para cada veículo zero-quilômetro vendido, foi aprovado. A do vereador Marcelo Caleiro (PMDB), que obriga a Sabesp a tapar os buracos em até 48 horas após o término da obra, foi adiada por cinco sessões a pedido do próprio autor.

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