O último domingo foi a data limite para que os partidos apresentassem a declaração de patrimônio de seus candidatos à Justiça Eleitoral. É através desta declaração - de acesso público - que o eleitor tem conhecimento dos bens móveis e imóveis de cada pretendente a cargos eletivos e posteriormente acompanha a evolução no final do mandato. O patrimônio dos dez candidatos a prefeito e vice, juntos, passa de R$ 1,4 milhão.
O líder é o atual prefeito, Sidnei Rocha (PSDB), com 18 bens que lhe conferem um patrimônio superior a R$ 650 mil. Em segundo, vem André Jorge (PPS), vice de Gilson Pelizaro (PT), com R$ 564 mil (veja valores no quadro ao lado). No outro extremo surge a candidata à vice-prefeita da coligação “Nova Geração”, Tânia Boraschi (PSC), que disse não possuir nada em seu nome e assinou a declaração em branco.
O imóvel mais valioso apontado por Rocha é uma casa, no Jardim Veneza, avaliada em R$ 138,7 mil. Ele ainda possui, entre outros bens, uma cota de capital na rádio Hertz de R$ 135 mil e um apartamento no Bairro Ibirapuera, em São Paulo, de R$ 95 mil. Se o candidato tucano resolvesse vender hoje seus oito terrenos em Franca (cinco deles na Vila Samello), segundo sua declaração, ele conseguiria mais de R$ 165 mil.
Gilson Pelizaro, principal concorrente do tucano, apresentou uma relação mais discreta. No total, chega a R$ 81 mil. Seu principal patrimônio é o imóvel onde reside, no Jardim Martins, que vale, segundo a declaração, R$ 27 mil. Na relação de bens, há ainda dois carros (de R$ 22 mil e R$17 mil) e 50% de um imóvel no condomínio Nova Alvorada, avaliados em R$15 mil.
O candidato a prefeito do PV, Cristiano Rodrigues, aparece em seguida. Possui 1/3 de um imóvel, com valor de R$ 20 mil, além de 1/3 de um sítio - mais R$ 13 mil - além de parte de uma empresa de publicidade e propaganda (R$ 3,8 mil).
Jorge Martins (Psol), que não tem coligação para apoiá-lo, apresentou uma tímida listagem, contabilizando apenas um imóvel em seu nome (R$ 20 mil). O quinto candidato a prefeito, Tito Flávio (PCB), afirmou possuir um Gol ano 91, com valor de mercado de R$ 7,5 mil e uma Honda CG Titan (R$ 5 mil). Seu vice, Rogério Limonti, supera seu patrimônio. Ele declarou ter uma moto Honda Titan ano 2004, de R$ 5 mil, e cota de participação em uma pequena empresa, avaliada em R$ 9,8 mil.
INVESTIMENTO
Um fato que chama a atenção nas declarações entregues é a situação patrimonial do candidato Jorge Martins. Ele disse recentemente, em entrevista ao Comércio, que tiraria do bolso R$ 15 mil para a campanha e declarou um total de bens de R$ 20 mil. Ou seja, ele teria intenção de investir valor praticamente igual à totalidade de seus bens. Questionado ontem sobre tais números, aumentou ainda mais a previsão de custo da campanha, dizendo que os R$ 15 mil serão gastos somente com os programas de televisão. “Calculo que o total seja mesmo de uns R$ 50 mil”, disse, remetendo parte dos valores ao apoio de correligionários e simpatizantes à suas propostas. “Também pretendo tirar boa parte da minha renda como advogado. Além disso, já combinei com as gráficas a parcelar meu débito a médio e longo prazo”, disse.
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