Início de campanha ‘esvazia’ pauta da Câmara


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Com a maioria dos políticos focados nas eleições municipais de outubro - cujo início da campanha foi no domingo - a sessão de hoje da Câmara se resumirá a dois projetos de lei e 11 requerimentos. Uma terceira matéria, também sem grande apelo, poderá entrar em regime de urgência, mas depende, ainda, da adesão dos vereadores. Dos 15 vereadores, 13 são candidatos à reeleição e um a prefeito. Somente Luiz Carlos da Silva (PSDB) estará fora da disputa. Os próprios parlamentares associam uma reunião curta e rápida e mais tempo para articulação de suas campanhas políticas. Fernandes (PP), na Câmara há 26 anos, disse que tal situação é comum em períodos pré-eleitorais. “Não quero fazer pré-julgamento, mas normalmente é assim, pois os vereadores querem começar a campanha”, disse. Luiz Carlos lamentou a situação e afirmou que discorda do posicionamento dos colegas que pensam desta forma. “Sou contrário à redução de trabalho. Meio período da terça-feira não vai atrapalhar”, disse. Quem está na disputa prefere não relacionar a pauta fraca, especificamente, ao início de campanha, mas muitas vezes admite que a ligação existe. Em especial na última semana, quando terminou o período para inscrição de candidaturas e coligações. “Os candidatos precisaram correr atrás de documentos, o que pode ter prejudicado a realização de uma pauta maior”, disse o vereador Nirley de Souza (DEM). ORDEM DO DIA Jepy Pereira (PSDB) deverá apresentar projeto em regime de urgência que pretende incluir, no Código de Posturas do Município, lei proibindo a pintura de muros pelos partidos e candidatos políticos. Se aprovada, a proibição valerá, inclusive, para a propaganda de quatro metros quadrados já liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo Jepy, projeto semelhante foi aprovado nas cidades de Ribeirão Preto e Cristais Paulista. “É uma forma de manter a estética da cidade e evitar custo nas campanhas”, disse. Na pauta do dia estão projetos dos vereadores Marcelo Caleiro (PMDB) e Nirley de Souza. O primeiro obriga a Sabesp, e demais empresas públicas que precisarem cortar o asfalto para executar serviços, a tapar os buracos em até 48 horas após o término da obra. Tal lei já é prevista na Constituição Federal. Já a matéria de Nirley obriga as concessionárias de automóveis a plantar uma árvore para cada veículo zero-quilômetro vendido como forma de preservar o meio ambiente.

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