O resultado da investigação pelo Ministério Público contra o vereador Marcelo Mambrini (PMN) poderá ser utilizado pela Câmara Municipal para a abertura de uma sindicância interna. No dia 24 de junho, durante a reunião ordinária, Mambrini confessou que, em 2006, quando era presidente da Casa, pagou a um funcionário para que preenchesse sua declaração de Imposto de Renda, ao invés de impedir a prática, o que caracterizaria crime de prevaricação (teria deixado de cumprir com sua obrigação de ofício).
Três órgãos internos da Câmara (Presidência, Conselho de Ética e Corregedoria), que poderiam abrir sindicância para apurar o caso sem depender do MP, não se posicionaram sobre o assunto. O presidente Joaquim Ribeiro (PSB) disse na semana passada que iria tomar providências, o que ainda não ocorreu.
Corregedoria e Conselho de Ética estão à espera do MP. “Estamos num compasso de espera e posteriormente, se realmente for aberto (o processo), daremos continuidade”, disse Jepy Pereira (PSDB), presidente do conselho.
O presidente da Corregedoria, Silas Cuba (PT), fará o mesmo. “Provavelmente o promotor deve encaminhar para a Câmara a abertura do procedimento”.
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