O muro


| Tempo de leitura: 2 min
No auge da Guerra Fria, em 1961, a Alemanha foi dividida em duas. De um lado a República Federativa Alemã, controlada pelo bloco liderado pelos Estados Unidos. De outro a República Democrata Alemã, controlada pelo bloco liderado pela União Soviética. Aliás, veja como eles adoram manipular palavras: os socialistas/comunistas chamavam-se de democratas enquanto fuzilavam quem tentava passar de uma Alemanha para a outra... E um dia construíram um muro. O Muro de Berlim. Que permaneceu em pé por 28 anos, como um monumento à vergonha. Quando o Muro de Berlim caiu, em novembro de 1989, o mundo começou a experimentar mudanças fundamentais. Era o fim da guerra fria e o começo do fim da poderosa União Soviética. O capitalismo triunfara sobre o comunismo/socialismo, que assassinou mais de 100 milhões de pessoas em nome de um “futuro perfeito”. Depois que o muro caiu, milhares de empresas que atuavam no lado socialista foram colocadas à venda e muita gente interessou-se por comprá-las como estratégia para penetrar em novos mercados e utilizar mão-de-obra de baixo custo. Na época a empresa na qual eu trabalhava mandou alguns executivos para conhecer as oportunidades. Uma das fábricas ofertadas era de eixos cardan em Berlim Oriental. O Sidney, grande amigo meu e responsável pelas fábricas de cardans no Brasil, foi convocado para ir até lá avaliar a fábrica. Quando voltou, estava impressionado. Lembro-me quando me contou que, ao cruzar pelo que era a antiga fronteira entre as alemanhas, ficou chocado. As árvores haviam desaparecido. Não havia pássaros. Nem cachorros. O solo estava escurecido, impregnado de óleos e todos os tipos de poluentes. Tudo era cinza, numa desolação só, criando um quadro de abandono e degradação. O homem havia destruído a natureza naquela região. Foi isso o que mais me impressionou. De como tudo era cinza e sombrio. De como levaria anos até que o solo fosse descontaminado. Um caos ecológico. Reverter esse quadro custou muito dinheiro, recessão e inflação para a Alemanha Ocidental que teve que elevar o padrão de vida dos habitantes da Alemanha Oriental, num esforço sem precedentes na história. Graças à Alemanha capitalista, não só a dignidade humana foi recuperada, mas também o meio ambiente e as expectativas de vida que haviam sido destruídas pelo socialismo/comunismo. Por isso não entendo como ainda damos ouvidos ao discurso mentiroso dos esquerdistas que usam a defesa do meio ambiente como arma ideológica. Essas pessoas representam exatamente os regimes que mais destruíram e destroem a natureza, suprimem as liberdades individuais e usam a mentira como estratégia! Mas neste mundo que emburrece a cada dia, a história nunca serve de lição. Preferimos ser enganados. Luciano Pires Jornalista, escritor, conferencista e cartunista

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários